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3 em Linha

-Blog familiar é só entrar com boa disposição- 😉

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Um desaparecimento misterioso!

Agosto 08, 2019

Ricardo Correia

Tem andado desaparecido desde o dia 21 de Junho, um individuo que envergava uma t-shirt floreada ao estilo das caraíbas, uns calções aos quadradinhos azuis e calçava umas havaianas alaranjadas.

 

Fontes próximas do individuo, confirmaram ao blog 3 em Linha em exclusivo, que já era sua intenção abandonar o país em busca de melhores oportunidades.

 

Terá sido visto pela última vez a entrar no aeroporto de óculos escuros, puxando um troley pequeno e rígido de cor preta. Permanece no entanto um mistério para onde terá sido o seu destino final.

 

As autoridades locais unem agora esforços juntamente com a Interpol, no sentido de seguirem pistas que leve ao paradeiro do indivíduo.

 

O seu verdadeiro nome permanece uma incógnita embora alguns amigos chegados, informaram-nos que o mesmo tinha a alcunha de Verão.

Esses mesmos amigos próximos, no caso a sua Prima Vera e o Out Ono, terão revelado que o Verão andava um pouco desmotivado. Por ser o único Português que não tinha uma selfie com o Presidente. Tende mesmo chegado a pensar em suicídio se isso não se chegasse a concretizar nos tempos mais próximos. 

 

O sol, ao que se consta de tão amigo que é do Verão, tem andado bastante deprimido e há quem diga mesmo que anda muito triste e cinzento.

É por isso que o sol tem sido escasso e a chuva teima em aparecer sempre que pode. Devido à choradeira incessante de desgosto pelo desaparecimento do Verão.

 

É de salientar ainda que o sol terá advertido para o facto de um outro individuo andar a fazer-se passar pelo verdadeiro Verão. Daí este tempo andar tão incerto e sem mostras de molhoras.

 

Lanço assim um apelo a todos, para que se mantenham alerta no caso de se cruzarem com o Verão, de modo a tentar convence-lo a voltar ao seu país, pois todos sentem saudades dele.

 

Fim de emissão!

Olá Verão.jpg

 

Praia o que há de melhor?

Agosto 17, 2018

Ricardo Correia

praia.jpg

Chegamos finalmente à praia cheios de entusiasmo, engadanhados e a escorrer suor de todos os poros. Uns trazem os chapéus, têm que ser dois, porque uma sombra para cinco não dá, outros o saco da marmita, as pequenas o saco dos brinquedos e a bola e outros a mala das toalhas. Neste caso seis. Convém uma ficar minimamente limpa, uma vez que a Beatriz tem a mania de fazer castelos de areia em cima da toalha dela. As outras toalhas, nunca se vêm livres de areia, porque o "tratorzito" passa por cima delas sem dó nem piedade e ri-se contente por deixar pegadas. Portanto, já desisti de sacudir a minha toalha, senão não fazia outra coisa ao longo do dia do que andar a sacudir as toalhas e não tenho paciência para repetitices, de modo a ver a mesma cena uma outra e outra vez!

 

Montamos o estaminé, nos cinco metros quadrados que nos competem, na esperança de não ficar numa divisão geminada, com alguém que leve três taipais, para delimitar a sua zona jardinada.

 

Entretanto ainda estamos numa de estender as toalhas e já está a pequenita a dizer "qué ir nadar". Se podessem, as miúdas andavam na água de manhã até ao pôr do sol. O Xavier é um bocado mais friorento e prefere mais toalha à água. Lá vamos nós em excursão em direcção à banheira gigante, rezando para que um Icebergue não se tenha lá derretido durante a madrugada.

 

Aproximo-me da água à espera de molhar o dedão grande do pé, ainda meio arrepiado com a água fria, e a Beatriz já está com água pela cintura a vai dizendo "- está boa papá, está boa", lá vai ela andando, sem problema algum da água fria, enquanto eu faço de super-homem em cueca, a confirmar a afirmação da pirralha. "pois tá bebé, pois tá. Tá boa."

 

A mãe entretanto alerta a pirralha.
- Beatriz, pára... Olha que ficas sem pé!
A Beatriz meio desconfiada pára, olha para baixo e depois levanta um pézito.
- Tenho pé mamã. Vês. Aqui. Olha mamã, tá qui pé.
- Não é isso, tola. 😄 Afundas-te, tens que ficar na bordinha.
- Nam - amuo - eu quero nadar sozinha.

 

No meio disto tudo vem uma bola disparada pelo Xavier de modo a salpicar toda a gente à volta e arredores. A malta encolhe-se, chama-lhe uns poucos nomes entre dentes e risadas. Enquanto nos habituamos à água vamos jogando um "water-volley", até começar a chover salpicos ou a rebentar a guerra de chuvada. Assim ficamos logo bem molhadinhos e habituados à água. De resto é onde passamos a maior parte do tempo.

 

A Ema e a Bia são duas patitas e portanto para tirá-las de lá, só ameaçando que está para chegar um tsunami e como tal temos que nos pôr a salvo. A única solução é correr para as toalhas para nos abrigarmos, ou seremos arrastados por tubarões até ao outro lado do Atlântico.

 

Até eu sou um aficionado pelo mar e tambem é difícil tirarem-me de lá. Depois de habituado à água sou capaz de ficar de molho até enrugar. Já a Cláudia é como o Xavier, é capaz de ficar na toalha ao sol a torrar. É como um suadouro ao ar livre! A mim, dêem me sombra por amor da santa, porque se apanho um bocadinho de sol que seja, já ninguém me consegue ver de tão escuro que fico.

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