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3 em Linha

-Blog familiar é só entrar com boa disposição- 😉

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Feliz Natal

Dezembro 24, 2018

Ricardo Correia

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Não poderíamos deixar de desejar a todos, votos de um feliz Natal, cheio de amor, paz e alegria. Que o aconchego daqueles que vos querem bem preencham as vossas vidas, neste dia tão especial.

 

 

E para os mais pequenos, que o Pai Natal vos encha o sapatinho com tudo o que desejam.

 

 

Eu sei que fizeram um esforço enorme para se portarem bem o ano inteiro, mas agora que o Pai Natal já vos comprou as prendas e vendo bem, também já não as pode devolver porque as lojas já fecharam, podem voltar ao vosso comportamento habitual e encher a vida de diabruras, risos desenfreados e macacadas sem fim.

 

Os 3 Bacurinhos.jpg

 

 

 

 

 

Um grande abraço da família do 3 em Linha.

O saco prenda

Dezembro 21, 2018

Ricardo Correia

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  Empulgados para ir para o destino de milhares de pessoas nesta época, acordámos cedo. Eu e a minha bacurinha do meio, a Ema, na procura de prendas para a mãe, com o trajecto definido rumo ao shopping.

 

Claro que tinha que ser logo assim que as lojas abrissem, ou corríamos o risco de perder horas no trânsito, a bufar que nem animais para a manjedoura.

 

Após uma meia maratona de entra e sai de algumas lojas, e da Ema me deixar de cabelos brancos por mexer e remexer em tudo, e fazer questão de comentar os prós e contras de cada artigo, finalmente numa delas veio uma decisão. Depois do artigo escolhido ficámos ainda um bom bocado na fila para os embrulhos. A Ema viu com entusiasmo a habilidade da senhora para fazer embrulhos, e lá deixou soltar um "uau! 😯 Mas que embrulho tão chique!" 🤩 e depois um "olha papá! Vale mais o embrulho que a prenda. 😄" Claro que a senhora não teve outro remédio que não esboçar um sorriso entre dentes.

 

Seguimos então para outra jornada de caça ao tesouro. Desta vez, após muita discussão, porque a pirralha já quer opinar em tudo, lá chegámos a concenso. Esperámos na fila para as caixas de pagamento com os ouvidos a ferver e o cérebro a rebentar, com a música natalina a bombar o tempo todo, até que finalmente chegou a nossa vez quando o cd se preparava para voltar novamente à primeira faixa. Porque isto é vira o disco e toca o mesmo.

 

A funcionária, claramente a fazer frete de ali estar, e cançada de atender clientes chatos como nós, lá tentou fazer o seu papel, mas sem nunca esboçar um sorriso.

 

Funcionária - bom dia é para oferecer.
Ema - Sim, sim é um presente - disse entusiasmada.
Funcionária - Aqui tem - estende um saco com o artigo lá dentro e dá a Ema uma fita e uns autocolantes para fechar o saco.
Ema - Que é isto?
Funcionária - É para fechar o saco.
Ema - O saco! - é aqui que a indignação se apodera dela. - Mas... saco não é prenda! Qual é a piada de abrir um saco? Nós gostamos é de rasgar papel.
Eu - dirigindo me à senhora - obrigado e feliz Natal.
Ema - continua entupida com a indignação - olha pai já viste? Isto não é nada! Um saco! A gente abre espreita lá para dentro e pronto, vê logo o que lá está. - e lá continua ela a buzinar-me aos ouvidos - Tem que ser um embrulho giro como o outro. Pai sabes fazer embrulhos?
Eu - sei Ema, sei...
Ema - Ainda bem porque isso é que bom. Assim podemos apalpar e tentar adivinhar o que está lá dentro e ir rasgando o papel. Agora um saco...

 

Ao fim do dia ainda está a mandar vir por causa do saco prenda. Por favor malta não ofereçam sacos prenda ou ela ainda cria um movimento cívico contra os sacos prenda. 😂

Este Natal será cultural

Novembro 29, 2018

Ricardo Correia

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Este ano decidimos mudar o nosso conceito de prendas cá para casa. Os miúdos estão a ficar grandinhos, e portanto a praga dos brinquedos finalmente está a terminar. A nível de tecnologia, os papás, decidiram que isso não faz falta nenhuma lá em casa. E o que já têm, chega e sobra, para lhes torrar os neurónios e deixá-los dispersos do mundo envolvente. 

 

Para mim e para a Cláudia, não há nada que nos irrite mais, do que estarmos a falar para eles e vê-los com a cabeça enterrada no telemóvel ou no tablete, e deixarem-nos literalmente a falar para as paredes sem nos prestarem atenção alguma. Como se não bastasse isso, agora tanto a Ema como o Xavier aderiram à moda dos "headphones". Portanto falar para eles quando estão agarrados à tecnologia, é o mesmo que encenar uma de "Martin Lawrence" com a célebre e popular frase: "talk to the hand".

 

Claro que a pirralhita, a Beatriz, ainda tem direito a reclamar o seu presente de natal e portanto, não dar-lhe um brinquedo seria uma enorme crueldade. Será portanto a exceção, mas também ela não se verá livre do que aí vem... e aqui sou eu a dar uma de "Dr. Evil". 

 

Se virmos bem a história, o desgraçado do Jesus também não recebeu brinquedos... Reza a lenda que lhe entraram estábulo a dentro três reis magos, e que lhe levaram ouro, incenso e mirra. Coitada da criança! O que lhes terá passado pela cabeça... Pergunto-me, para que raio queria Jesus tais oferendas? Que utilidade aquilo lhe trouxe? Vê-se logo que os três reis magos não percebiam nada de crianças!  Então vem uma criança nua ao mundo, e eles nem um babygrow lhe trouxeram! Tótós...

 

Então e perguntam vocês qual a idiotice que desta vez atingiu o nosso cérebro, que nem relâmpago desgovernado, para este Natal? Hum!  

 

Ora pois bem, vou desvendar o mistério. Este Natal será um Natal Cultural. E o que é isso? Simples. A Ema e o Xavier têm direito a pedir três livros cada um, de uma coleção que já tenham iniciado, ou de uma que queiram começar de novo. A Beatriz, também ela verá que o Pai Natal este ano, vai seguir as nossas pisadas e embrulhar um livrinho para a idade dela, juntamente com o tradicional brinquedo, claro está. Mas ela há-de crescer e aí...

Seguido a isto poderão ainda escolher um presente cada um, mas que seja algo do foro cultural. "What!" 

 

Entenda-se, uma ida ao cinema, ou ao teatro, ou ao ballet, ou visita a um museu, ou quiçá um espetáculo musical. "Whatever", desde que seja virado para a cultura. Ou mesmo ao circo! Afinal de contas o "coelhinho vai com o pai natal e o palhaço ao circo". Porque não todos?! 

 

Espero que esta ideia inspire muitas famílias por aí fora, e que digam adeus ao consumismo e ao esbanjar de dinheiro em prendas inúteis, e a todos aqueles que nutrem uma certa fobia à tecnologia, que tem vindo a tomar conta das nossas vidas como uma epidemia maligna. Não digo que a tecnologia seja má, mas há certas coisas que são desnecessárias, e todos vivíamos bem sem elas e felizes à um bom par de anos atrás.

Presépio faz-se ou não!

Dezembro 21, 2017

Ricardo Correia

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Ainda em jeito de delírio de ornatos natalícios, o extra à árvore de Natal em muitos lados, é o presépio. Ouvi dizer que era uma tradição que se estava a perder ao longo dos anos. E porque será? 

 

De facto até à uns anos atrás lá em casa também se fazia o presépio, até a nossa Ema desatar a brincar com as figuras do menino Jesus, da Maria e do José. 

 

A certa altura já o menino Jesus estava vestido porque não podia estar nu, a vaquinha e o burrinho eram postos na rua junto com o cão da Barbie, e o José tinha que ir às compras no carro do Ken porque o menino Jesus não tinha nem um biberão, nem uma chupeta. E se ele desatasse a chorar a meio da noite como era? A Maria também não tinha cozinha para fazer o jantar nem mesa de jantar, portanto tinha que se convidar todos os pinypons para ajudar nas tarefas domésticas, e trazer também os barriguitas para fazerem companhia ao menino Jesus. Já agora tinha que se trazer também o berço do nenuco que era mais giro do que a manjedoura.

 

E porque raio o terraço da casa do menino Jesus não tem nada? Vamos por aqui umas flores e um jardim para ficar mais alegre, com umas espreguiçadeiras e uma piscina, como tem a barbie que é muito mais giro. Já agora trás também a churrasqueira para o José e o Ken fazerem um churrasco, e acaba tudo numa grande party. 

 

 

Agora nasceu a Bia e também é uma mexe em tudo. Então lá está, para o presépio ficar todo desmanchado logo no primeiro dia... percebe-se o porquê de a tradição estar a desvanecer. 

 

À malta que gosta de espalhar luzinhas por todo o lado. 

Ter a casa decorada com arranjos de natal até fica bastante alegre. Agora, não entendo o porquê de se estenderem até às varandas!

Será que ficaram parados naquele reclame de 1980 dos chocolates regina, em que o avô contava uma história à neta e esta termina com a célebre frase, "o Coelhinho vem com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo". 

É por isso que decoram as varandas como se fosse um circo? É para ver se o pai Natal aparece com o coelhinho e com o palhaço?

 

Mas no meu tempo o Pai Natal descia pela chaminé!  Também foi uma coisa que sempre me intrigou, como é que um barrigudo daqueles cabia na chaminé, entrava e saía, e ninguém dava por nada! 

E ainda por cima, pelo caminho, ainda comia as bolachas e o leite antes de se ir embora. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É como o padre na Pascoa que à medida que passa pelas casas das pessoas vai comendo que nem um desalmado.

Pudera, comer em todas as casas por onde passa... não admira que tenha uma barriga daquele tamanho.

Imaginem se fossem "Irish Pubs" seguidos uns aos outros... lá se iam as prendas.

A azáfama natalicia

Dezembro 04, 2017

Ricardo Correia

 

 

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Começou a azáfama natalícia. A procissão aos shoppings. A correria do entra e sai em cada loja na busca do santo graal. E ainda só vamos a dia 04 de Dezembro! Sussurrando aqui uma confidencialidade, também ainda me faltam comprar muitas prendas, não que não saiba o que comprar, que isso já está decidido.  O complicado é ir enfrentar as filas de trânsito, o jogo do assalto ao castelo à caça de um lugar de estacionamento, as barricadas à frente das estantes e a zaragata ao tirar o último artigo da prateleira. Faz-me lembrar um filme já muito antigo, daquele pai desesperado atrás do último brinquedo à face da terra, que o filho queria tanto e ele se esqueceu de comprar.  E então se tiverem um carro a GPL como eu, já desisti de ir procurar nos lugares reservados a GPL, porque como não há respeito nenhum é a lei da selva, quando lá chega está cheio, mas nenhum carro é a GPL, ou não têm o autocolante para não parecer mal.

 

De facto acho deveras aborrecido esta coisa de termos de puxar pela cabeça para descobrir o que oferecer, o quê e a quem.  Se for alguém que a gente conheça bem, então faz sentido, rapidamente se chega lá. Agora se for aquela triste ideia do "é só uma lembrancinha....". É caso para dizer "- bolas que desperdício de dinheiro!"  Uma coisa é comprar e oferecer prendas que realmente sejam úteis ou façam falta a essa pessoa, ou para a casa, outra é somente comprar por comprar, isso a mim faz-me confusão ao cérebro.  Antigamente os nossos avós corriam-nos a meias e a cuecas. Ninguém gostava como é óbvio, mas pensem bem, era útil ou não era? Torciam o nariz mas o que é certo é que depois do Natal passar e da passagem do ano, toda a gente acabava por vestir e calçar essa prenda. Ah pois é! 

 

O Natal devia ser como nos casamentos, cada um fazia uma lista, ao estilo "lista do que faz falta" e a malta ia comprar sem grande stress.

Masculino-Shi-Duoka-de-captura-clipe-verdadeira-ca

 

Muito mais simples! Ou então vai tudo corrido a cartões prenda, ficávamos com um cartão presente de cada loja, ao longo dos anos. Já podíamos nos dedicar a uma coleção original, que era a dos "cartões presente". E depois metíamos cá um estilo  ao agarrar naquela carteira e ela ir abrindo para baixo tipo degraus com os diversos cartões. Imaginem só...

 

Entretanto ficamos todos a aguardar ansiosamente com a língua de fora pelos tão aclamados bom-bons de Natal. Muitas caixas, sejam elas grandes ou pequenas de diversas marcas e sabores. Um autentico cocktail de chocolates. Oh Yeh! Um aqui, outro ali vamos enchendo a pança, os chocolates vão desaparecendo e a gente nem dá conta do que enfardámos, entretanto exclamamos em voz alta, com a máxima inocência "- É pá já comeram os bom-bons todos! Eu só comi uns dois ou três!" Esquece-mo-nos de por um zero à frente desse número mas ninguém repara. Quem fica também em forma de zero é a nossa barriga. Só que mais cheia do que o zero. 

 

 

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