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A Feira de Maio

Maio 02, 2018

Ricardo Correia

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Em Leiria nesta época do ano temos por cá a tradicional "feira de Maio", e curiosamente chama-se assim porque acontece sempre em... Maio. 

É pá! Aposto que não sabiam esta!

 

Mas também não era fácil, porque podia simplesmente chamar-se feira popular de Leiria, à semelhança de outras cidades. Aqui, como gostamos de ser diferentes, é optamos por algo mais original. Só nos resta pedir desculpa ao tipo que deu nome aos meses, por lhe furtar o Maio. Só esperamos que ele não se lembre agora de nos processar a pedir direitos de autor.
Por incrível que pareça é dos acontecimentos com mais afluência de pessoas durante todo o mês. Diria mesmo que vai mais gente à feira do que aos jogos da bola do União de Leiria, o que também não é muito difícil. O estádio é só mesmo para concertos e para estar às moscas.

 

Uma coisa boa deste tipo de eventos é estar bem munido de WC's de PVC, ou como quem diz WC's das obras. Usar um destes utensílios num grande espaço é como ir atrás da moita, porque nunca se sabe a surpresa que lá se encontra. Eu pelo menos, levo sempre comigo uma máscara anti-gás só para prevenir. Não desejo falecer intoxicado e ainda tão novo.

 

Esta feira acontece todos os anos durante este mês, o que torna mais fácil aos marroquinos organizar a sua agenda. Tenho uma mera impressão de que alguns já têm mesmo lugar cativo, porque são sempre os mesmos. Até já lhes sabemos os nomes, é o Goni, o Jiva, o Carsan, e por aí fora. E o mais curioso é que vendem todos a mesma coisa, as barracas são espelho umas das outras. São os brinquedos que se estragam ao fim de uma hora, cintos feitos de cabenapa, packs de meias, carteiras também em pele genuína de napa, e tralha para telemóveis. Estão a perceber a ideia. E ainda temos a sorte de ter aquela sapatilha da marca que vimos nas lojas a preços astronómicos, em promoção. Porque na tenda do cigano é tudo de marca e sempre em saldo.

 

Os carroceis são também muito bons e os mesmos todos os anos, e a mim é que não me apanham lá andar às cambalhotas porque não me apetece deitar fora o que andei a comer, num daqueles rodopios, e que tanto prazer me dá encher o bandulho, era simplesmente um desperdício de dinheiro. Claro que os putos ficam malucos com aquilo. A menina que costuma lá estar a berrar "só mais uma voltinha..." aos meus ouvidos, era uma tipa porreira se baixasse o volume do micro que a cidade inteira não precisa de levar com ela. É como termos a cabeça enfiada no carrilhão de Mafra.

 

Afinal de contas a feira é muito divertida para lá ir passear enquanto nada mais de atrativo se passa na cidade. Ontem decidimos ir a pé até ao recinto da feira, e chegamos mesmo a superar o meu objectivo de 10.000 passos. Oh yeh! A malta vai naquela de fazer um pouco de exercício por aí fora, e depois sai de lá com um pão com chouriço feito em forno a lenha, no bolso de trás das calças, divinal, não vá dar a fome no regresso a casa. E dois sacos de faturas e churritos, claro está, só para forrar o estômago na sobremesa.

 

Mas voltando à parte do jantar. Come-se lá muito bem no recinto das tasquinhas das associações da região.
E deixem que vos conte um segredo, não é só aí que se come bem, é que há lá uma roloute de Kebabs que são de comer e chorar por mais, até dou por mim a lamber os dedos, como se nunca tivesse comido na vida. Portanto se virem o nome Tropical, é pá, não hesitem, é mesmo aí.

 

Quem se deliciou com o manjar dos Deuses foi a Beatriz, com a descoberta do ano, ao comer um churrito. Parecia que tinha mergulhado num pote de chocolate e ficou em êxtase a lamber os deditos com açúcar. E assim que acabava um já estava logo a pedir outro. Não fosse a gente comer tudo. Mais vale pedir logo dois, um para cada mão.

Um passeio a dois

Fevereiro 20, 2018

Ricardo Correia

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Hoje parecia mais um daqueles dias em que tudo se iria manter igual aos outros.

 

A rotina do dia de aulas engloba o acordar os miúdos, vesti-los, dar-lhes o pequeno-almoço, e em seguida levar a Ema à Escola. O costume de muitas famílias.

A Beatriz vai também a reboque levar a mana e em seguida iremos para casa. Mas hoje não.

 

Ao estacionar o carro à porta de casa como é habitual saí do carro para a ir buscar e tirá-la da cadeirinha quando a Beatriz me surpreende.

 

Bia - pa caja não papá...

Eu - então! não queres ir para casa?

Bia - não caja não.

Eu - Queres ir a onde?

Bia - queio andar pé...

 

 

Fiquei meio atónito com este pedido mas acedi de bom grado, até porque o tempo nos presenteou com bom tempo e um sol maravilhoso quase a fazer lembrar a Primavera.

 

Então lá fomos os dois de mão dada pela rua abaixo direitos ao centro da cidade. Decidi fugir ao caos dos carros percorrendo as vielas da rota histórica de Leiria.

 

 

Pelo caminho fomos vendo diversas coisas que lhe chamavam atenção. Porque foi a primeira vez que a levei por aquele caminho para o parque. Geralmente descemos a avenida com lojas, que ela faz questão de parar nelas todas, para esmiuçar a montra toda. Então ficamos ali séculos infinitos a ouvi-la dizer "olha, uau, tão shiro? Vês papá!" E depois faz questão de mostrar a toda a gente e vai chamando a mamã, a mana, o mano, todos têm de ir ver a montra e aquilo que ela achou giro.

 

Então no seguimento deste cenário a Beatriz ficava encantada com quase tudo, até com uma porta de uma casa, ou janelas....

Bia - Olha papá um pota bemelha... 

Bia - Olha papá tantas janelas.

Eu - Sim Beatriz, pois tem, aqui é a Biblioteca.

Bia - Bioteca! 

Eu - É onde guardam os livros. Tem muitos livros aqui.

Bia - Libos! Uau! - Acho que ela aprendeu a dizer "uau" com os desenhos animados, então agora é a sua palavra de eleição. 

 

... Como se não bastasse até um gato apanhar sol lhe fez comichão.

Bia - Um gatinho...poxo fajer um feta, poxo, poxo?

Eu - Deixa o gatinho apanhar sol. Se fores lá ele foge.

Bia - Não foge não. - Claro que o gato saiu disparado dali para nunca mais o vêr-mos.

Eu - Vês! Fugiu, com medo de ti.

Bia - Tolo. Gato tolo.

 

Depois veio os piu-pius, desatou numa correria atrás das pombinhas.

Acho que todos nós já passámos também por essa fase de acharmos que se corrêssemos muito rápido apanhávamos as pombas. Para ela foi uma diversão de outro mundo. Se uma voasse corria de imediato para outra, e depois para outra feliz da vida.

 

Pelo caminho deparámos-nos com três pinturas excelentes de arte urbana que faço questão de partilhar aqui, com os meus parabéns aos artistas.

 

E acabámos o nosso passeio de meio da manhã na fonte luminosa junto ao parque, onde a Beatriz ficou que tempos a ver a agua da fonte a subir e a descer, com entusiásticos "uau".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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