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3 em Linha

-Blog familiar é só entrar com boa disposição- 😉

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Leva tu o ursinho

Novembro 14, 2018

Ricardo Correia

Beatriznascompras.jpg

Eu, a Cláudia e a Beatriz entrámos numa grande superfície comercial onde se fazem compras, designada de supermercado, e no meio das compras decidimos ir beber um café à cafetaria. A Beatriz como de costume faz-se acompanhar pelo seu ursinho. Este, um amigo indispensável que vai para todo o lado para onde ela for.

 

 

Bebemos o nosso café e a Beatriz pediu para ficar com o pacote de açúcar, uma vez que a Cláudia não põe açúcar no café. Eu também não, sou um pouco mais fino e ponho adoçante, não tem propriamente a haver com dietas, somente sou da opinião que o café com adoçante me sabe melhor. "Weirdo!" 

 

Com as compras terminadas dirigi-mo-nos para a caixa.

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Por norma ela pede-me sempre o cartão de cliente do supermercado e eu acedo. Pensa ela assim que com isso, é que paga as compras e fica toda contente. Quando o funcionário da caixa lhe pede o cartão, os seus olhos brilham de importância, afinal de contas já é uma senhora. Depois do funcionário passar o cartão na caixa, ela fica com ele na mão um bocado e depois devolve-mo para eu o arrumar novamente na minha carteira, até porque ela ainda levava na mão o pacote de açúcar e o ursinho de braçada. 

 

À saída ia distraído na conversa com a Cláudia quando a Beatriz me interpela.

 

Bia - papá... posso levar isto?

Eu - o quê filha? - pergunto.

Bia - Isto. - estende a mão com o pacote de açúcar meio amarrotado.

Eu - Podes filha. É grátis. - disse eu.

Bia - Grátis? 🙄

Eu - Sim filha podes levar que é grátis. - respondi meio aéreo entre a conversa com a Cláudia.

Bia - Papá - chamou ela novamente para eu lhe dar atenção.

Eu - Diz Bia...

Bia - Olha papá - estende-me o ursinho - leva tu o ursinho que eu levo o grátis. 

Eu - Hum! - Acordei - O grátis! 😁 

Bia - Toma! Leva o ursinho que eu levo o grátis. 😳

Eu - Isso não se chama grátis filha... Grátis quer dizer que não se paga é de borla. 

Bia - Bola?! Papá tonto! 😄 Não é uma bola, pois não mamã? É um grátis. 🤗

 

Como é que se explica a uma criança de três anos o que é "grátis". Sinceramente não sei! Por isso fui um idiota chapada ao lhe tentar dizer que aquilo era grátis. 😃

 

Se me permitem vou só fazer aqui um parênteses de velhadez, para exprimir o meu espanto de evolução da espécie da tradicional loja de bairro para os agora hipermercados. Neste momento estarei a falar com os meus botões, pelo que não irão ouvir nada disto. 

 

"Éh pá! Um hipermercado! No meu tempo eram colmeias e inôs! Agora já são hipermercados!" Vou fazer um outro parênteses dentro do parênteses. "No meio destes hiper e supermercados, à pelo menos um que fica claramente a perder, no que diz respeito ao nome que supostamente deveria demonstrar grandeza e superioridade.

 

E quando vamos a ver bem a coisa eis que refletimos nisso. Pingo... Pingo? Coitados, saiu-lhes mal. Um pingo, não demonstra grandeza! Ainda se fosse poça, sempre é maior que um pingo ou mar, ou oceano... ainda vá que não vá. Agora pingo? Poça doce. Já era qualquer coisa, hã! Ou que tal Mar doce, ou Oceano doce. Já soa melhor no ouvido no que diz respeito à grandeza, não.

 

E os outros que começaram logo por baixo a subestimarem-se à nascença? Mini... Ok toda a gente começa por baixo, mas daí a receberem logo um nome de anão... Podiam ter escolhido o nome Maxi, sempre era mais pujante."

A prenda que ficou por embrulhar.

Outubro 13, 2018

Ricardo Correia

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A nossa Beatriz faz anos hoje. Três anos! Três anos cheios de alegria, diversão e diabruras.

 

Como é natural, não podia faltar as prendinhas para a bacurinha. Como a Cláudia estava a trabalhar e eu só entrava de noite, fui eu comprar as prendas.

 

Dirigi-me então à secção dos brinquedos, com uma ideia em mente e sem qualquer hesitação, agarrei no telemóvel e fiz uma videochamada para a Cláudia escolher as prendas em conjunto comigo.


E viva a tecnologia! E pensar que no nosso tempo isto algum dia podia ser possível! Já estou naquela fase em que... No meu tempo...

 

Depois de adquiridos os brinquedos, só faltava embrulha-los. Uma das prendas já a tinha comprado num outro local e deixei-a em casa, pelo que tinha então duas prendas ali e agora, para ver a minha habilidade na arte do embrulho.

 

É já um mini workshop a pensar no Natal, porque antes, em Novembro volto a ter nova formação de embrulhos, porque faz anos o Xavier. Depois disso fico mestrado em embrulhismo.

 

Chegado a casa todo orgulhoso do meu feito, fui a correr esconder as prendas no nosso guarda-fatos.

 

O dia passou e quando fui buscar a Cláudia ao trabalho, eis que ela me questiona já no nosso lar.

 

Cláudia - As prendas, amor?
Eu - Estão escondidas. 😁
Cláudia - Estão embrulhadas?
Eu - Estão linda. Fui ao self-service. Eles tinham lá uma ilha com papel à descrição para fazermos os embrulhos. 😊
Cláudia - Ui devem estar uma maravilha... 😯
Eu - Estão lindas. Ficaram um espetáculo! 😏
Cláudia - E trouxeste papel para a prenda que já cá estava?
Eu - uhm! Ah! Papel... 😳 Para a outra prenda? 😵
Cláudia - Não me digas que estiveste num self-service com papel à descrição, e não trouxeste papel para embrulhar a outra prenda.
Eu - aaaaahhhh! Mas... Quem é que se iria de lembrar de trazer papel para casa? 😶
Cláudia - A sério? Não trouxeste papel? 😄
Eu - lá me lembrei eu disso. 🙁 Nem nunca mais me lembrei que a outra prenda não estava embrulhada!
Cláudia - se não for eu a pensar em tudo... Isto de viver com quatro putos é dose. Eu mereço.
Eu - 🤨 - calado que nem um rato a levar na cabeça.
Cláudia - agora ganhaste uma viagem grátis de volta ao shopping para ir buscar o papel. 😂 Xau! 😃
Eu - isto só a mim e a mais ninguém... 😊

As côdeas do pão uma obra prima.

Julho 31, 2018

Ricardo Correia

Não percebo esta aversão dos miúdos, pelas côdeas do pão! 😐

 

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Em três gerações é tudo farinha do mesmo saco, e todos eles mais ou menos pelas mesmas idades, começam a deixar ficar a côdea na mesa como algo asqueroso, repugnante. Ou então não... A interpretação é outra! 🤔

 

A côdea do pão deve ser vista, como algo tão valioso, intocável, que até dá pena comer. É como uma escultura épica, uma criação "fornal", uma obra prima entre padeiro e forno. 😯

 

A Beatriz, a certa altura, pediu-me para dobrar a fatia do pão de forma ao meio. Até à pouco tempo ela comia tudo e pedia sempre mais.

 

Agora, não sei o que lhe deu que começou a comer o pão dobrado ao meio, mas só o miolo. Resultado, deixou a côdea, de modo que quando a fatia voltou ao sítio a côdea estava intacta, como uma peça de arte que não se pode estragar. Uhou! Divinal! Um donut disfarçado de pão! 😮

 

Mas... Há sempre um mas, não é! 😉 A Ema como já é muito crescida, uma mini senhora 😁, costuma comer torrada à café. Ai tão grande que nós estamos. 😀

 

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 Então a Beatriz, como é normal, quer imitar a irmã. Portanto descobrimos a pólvora! Ah pois é! Desta forma acabou-se as obras primas de deixar as côdeas. Aqui fica a solução para este problema. É só servir torradas à café. Oh yeah!

 

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Foi pena, só ter sido descoberto, ao fim do terceiro elemento, mas mais vale tarde que nunca. 😀

 

 

Que grande baguiga

Junho 12, 2018

Ricardo Correia

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Á hora do jantar...

 

Bia - pronto já tá. Já comi tudo...
Eu - boa bebé! Queres mais chicha?
Bia - não papá. Tou cheia. Olha papá vês? - levanta a camisola e mostra a barriga. Enquanto lhe dá umas palmaditas com as duas mãos. - tá gande! A baguiga!
Eu - pois está bebé. Está tão grande!
Bia - pois papá... Está muito gande, como a tua, não é papá?
Eu - 😯 é sim Bia, está mais ou menos grande como a minha. 😄 Mas a tua está maior.
Bia - não, não papá, a tua é que é gande. 🤭

Aprendendo a falar... brasileiro!

Abril 06, 2018

Ricardo Correia

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A Beatriz gosta muito de estar no computador, ou tador como ela diz, a ver as músicas do "Bob trem", made in YouTube. 

 

Então estávamos a ver um dos vídeos sobre transportes.


Eu na minha mais pura inocência pensando que a estava a ensinar, lanço uma de Einstein, para uma miúda de 2 anos.

 

Eu - Olha Bia é uma carrinha...
Bia - Não papá, não é caguinha, é van!
Eu - 😯
Bia - acertei... 👏😊
Eu - E agora... é um foguetão.
Bia - não, papá... É foguete...
Eu - ok! 🙄 Então e o Bob é o quê?
Bia - É um trem. 🤭 Puxa a vida papai...
Eu - sério Bia... Puxa vida! 🙁

 

No outro dia dei com ela também a cantar inglês. Ah pois é! O YouTube não é só coisas más. Então cantava ela assim.

 

Bia - "fai lita mankys jumpin on da bé, one fel off na ni na na"

Ou seja "Five little monkeys jumpin on the bed, one fell off and bumped his head"

 

E assim atrevo-me a dizer que a Beatriz já é uma poliglota nata. 😆

 

 

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