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3 em Linha

-Blog familiar é só entrar com boa disposição- 😉

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O dia do Pai

Março 20, 2019

Ricardo Correia

Ontem como todos sabem foi dia do pai.

Infelizmente o trabalho não me permitiu estar em casa a horas "de gente" para receber as prendas das bacurinhas. Por isso hoje de manhã fui bombardeado com uma salva de euforia dos "bons dias". E com muitos "Papá isto, papá aquilo... Tenho uma prenda para ti, anda ver".

 

Eu até gostava de ver alguma coisa se não fosse de madrugada! Eram para aí umas sete horas da manhã...como disse, de madrugada. E com um olho semicerrado e outro quase fechado a ver tudo turvo, torna-se uma missão impossível.

 

Claro, que não tive tempo para resmunguices e fui arrancado da cama pelas bacurinhas, e então que remédio tive eu senão acordar à pressa e já de sorriso no rosto, para receber os presentinhos do dia do pai.

 

E que prendas maravilhosas que eu recebi! 😊

 

As flores bêbadas

Março 14, 2019

Ricardo Correia

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É fim de semana! A família está toda reunida à mesa na habitual chinfrineira.

 

Lá em casa não se tem jantares nem almoços em silêncio. Aquela coisa de só se ouvir os talheres a embater nos pratos, é meramente mito.

 

A gralha da Ema por mais que tente não consegue deixar os outros falar, e comenta tudo o que lhe chama a atenção. O irmão com a mania que já é senhor, repete em tom emproado constantemente, com um suspiro de indignação; "Ema! Eu estava a falar..."

 

A Beatriz acha piada a tudo e descobriu a própria gargalhada, pelo que lança estridentes risos por tudo e por nada. Ecoam pela casa e fazem vai e vem perfurando-nos os tímpanos como uma broca de betão a rasgar o cérebro. Enfim! Parece uma casa de malucos. Mas só o pai e a mãe. Os putos ainda estão minimamente sãos.

 

Estavamos à mesa naquele momento relax pós-jantar, a saborear o último copo de vinho, como se de um néctar dos Deuses se tratasse, deixando-nos em êxtase. A Cláudia poisou o copo e agarrou na garrafa do vinho, agora vazia observando-a lentamente e girando-a nas mãos, até que exclamou em tom de ideia luminosa.

 

Cláudia - Esta garrafa é gira. Dava uma boa jarra para as flores.
Ema - Para as flores! - exclamou metendo-se na conversa.
Eu - Sim é gira. Até podias aproveitar.
Ema - Na na na não... 🤨 Assim as plantas ficam bêbadas! 🙄
Nós - como! 😯
Ema - Então pois. Elas depois bebem o vinho todo... 🤔 E ficam bêbadas.
Eu - Pois é filha tens razão. 😄 - Falo para a Cláudia - Não pode ser amor... Depois as flores crescem todas tortas. E acordam-nos a meio da noite.
Cláudia - hum! A meio da noite! 😊 Porquê?
Eu - Então... Com os soluços. 😁😆
Ema - Ya! Pois é... 😄 Bêbadas...

A Ema faz o desafio do silêncio

Fevereiro 13, 2019

Ricardo Correia

A Ema é daquelas crianças tagarelas. É um martírio para ela se calar e quando o sono ataca então é por demais.

Fala, fala, fala... chega mesmo a ser desgastante.

Numa dessas situações a mãe já saturada de a ouvir, disse aquela frase habitual, que toda a gente a certa altura da vida também já ouviu.

"Ó rapariga, cala-te um segundo!"

Esta foi a resposta da Ema! 

As queixinhas da Beatriz no infantário.

Fevereiro 12, 2019

Ricardo Correia

Hoje fui com a Cláudia buscar a minha bacurinha mais nova, a Beatriz, ao infantário. Disse-lhe um adeus ao de longe com o meu habitual sorriso rasgado, quando a avistei a sair da casinha que fica por baixo do escorrega. Como está bom tempo e sol, faz bem à pequenada andar a brincar na rua ao ar livre, acho bem, até para eles respirarem ar puro. Nem é saudável estarem sempre enclausurados dentro de uma sala.

 

Quando me viu largou numa corrida em direcção ao cabide, que fica dentro da sala, para ir buscar as suas coisas. Apesar da idade a miúda já quer ser autónoma e nesse aspecto, ela até se desenrasca bem e não precisa que a auxiliar vá com ela. Então lá apareceu depois novamente no pátio, já com a mochila e o casaco na mão que depois estendeu à auxiliar para lho vestir. O que estranhei nisto tudo, foi o facto da Beatriz não ter correspondido com o sorriso habitual quando me vê a mim e à mãe! Depois de pronta, vem em passo arrastado junto com a auxiliar para o portão, ter comigo e pediu colo. Hum! Coisa que não é normal também, visto que ela desata a correr dali para fora, como se soltassem o preso, em direcção ao carro.

 

E foi aí, no meu colo que vieram as queixinhas. Aninhou-se ao meu pescoço, com uma beiça de metro e meio, e começou a lamuria em tom de sussurro.

 

Eu - Que foi linda?
Beatriz - Foi o "Gabriel"... - soluçou - Não me deixou brincar com a "Maria" ... e gritou comigo! A dizer... que não podia brincar com eles...

 

Naquele momento fiquei com o coração do tamanho de um berlinde.
A auxiliar desvalorizou a situação, como é normal e até entendo, mas não meu íntimo...ah que gana...

 

Auxiliar - São coisas de miúdos não podemos dar muita importância. É a brincar. - disse a sorrir.

 

Eu correspondi com um sorriso meio forçado. Mas na verdade no meu cérebro passou aquela célebre imagem, em que me vejo com o dedo indicador espetado no nariz do petiz, com ele sentado numa cadeira numa cave escura e húmida, só com uma lâmpada fosca a baloiçar por cima da cabeça.

 

"Então diz-me lá rapaz. Porque é que não deixas a minha filha brincar com a Maria, hum?! " - lá estou eu vestido de calças de fato e camisa branca bem engomada e de mangas arregaçadas ao estilo de "Al Capone"
"Achas-te bom de mais para brincar com a minha bacurinha é?"

 

Do mesmo modo em que tenho a certeza que esta cena se irá repetir, quando um engraçadinho qualquer, me vier bater à porta a dizer que é o namorado dela.

 

É que vai direitinho até à cave escura como breu, sem passar pela casa partida, sentado na mesma cadeira com a mesma lâmpada fosca a baloiçar sobre a cabeça. "Então rapaz - digo eu com uma voz rouca - quais são as tuas intenções para com a minha bacurinha, hum?"

Entretanto desço à terra, com a Cláudia a anuir com a auxiliar.

 

Cláudia - sim são crianças. Já se sabe como é. Isto é miminho de pai! Mais nada. 😊

Eu - Ah pois, pois - "say what?" 😣 Ok eu entendo que são crianças, mas é a minha criança e não devia passar por coisas assim. Ainda é pequenina, ora bolas.🤨

 

Entretanto já no carro a Beatriz continua a desabafar a história. E a mãe conhecendo bem a peça, faz uma questão que nunca me iria passar pela cabeça naquele estado de ira, até porque os nossos filhos são sempre uns anjinhos papudos.😇

 

Cláudia - olha bebé, diz lá à mamã, e tu o que é que fizeste ao menino para ele gritar contigo? 😊

Beatriz com o dedo na boca e aquela expressão de santinha, que os miúdos sabem fazer ao estilo olhinhos de gato com rum-rum. - Nada... Mamã. Não fiz nada. 

 

Cláudia - vês pai galinha... - Sorri para mim - não podemos valorizar estas coisas. É normal, são crianças.
Eu - Sim, sim. Mas eu não disse nada!!! 🙄
Cláudia - Pois não precisas. Eu já te conheço de ginjeira e essa carinha, de quem quer esganar o miúdo não engana ninguém. 😄

Bebé na barriga

Fevereiro 07, 2019

Ricardo Correia

A Beatriz tem agora três anos e anda no infantário. E qual é a novidade?

A novidade disto é que a educadora dela está grávida, e já se nota bem a barriga. 

 

Andava ela toda entretida a brincar no quarto com os "Nenucos" quando decidiu ir ter connosco à sala. Trazia ela um "Nenuco" bebé nos braços e uma barriga enorme. Tinha levantado a camisola e colocado por baixo uma almofada pequenina daquelas de brincar.

 

Mãe - Que trazes aí  na barriga filha?

Beatriz - É bebé. Tenho bebé na barriga, mamã.

Mãe - Ai sim! 🙂 É como a tua educadora não é?

Beatriz - Vês... aqui - dá uma palmadita na barriga - bebé...

Mãe - A tua educadora vai ter um bebé?

Beatriz - Não! Vai ter um Miguel.

Mãe - Ah! É assim que se vai chamar o bebé? Miguel?

Beatriz - Sim vai ter um Miguel. E tu mamã também tens bebé na barriga?

Mãe - Não filha! 😃 Mas já tive. Tu saíste da minha barriga.

Beatriz - Eu! Mamã tola. Eu sou gande... 😏

Mãe - Sim, agora és grande. Mas tu e os manos saíram todos da minha barriga. Já todos foram bebés. Agora estão crescidos. O Xavier a Ema e a Beatriz...

Beatriz - O mano é tão gande não cabe na tua baguiga! 😯

Mãe - Anda cá ver. - puxa do telémóvel e mostra fotografias dos manos e da Beatriz de quando eram bebés. - Vês! Como já todos vocês foram bebés.

 

A Beatriz começa a ver as fotos e a lançar risadas ao ver os manos bebés. Para ela é super divertido e não se cansa de ver. Pede à mãe para ver mais e mais. O entusiasmo acaba quando chega as fotografias dela própria, que diz sempre que não é ela, mas sim a mana.

E assim findo o "slideshow" lá vai ela de volta à sua brincadeira. Desta vez, deixa cair por terra a almofada que trazia na barriga, e pede-me ajuda para levantar a camisola e por lá de baixo o "Nenuco". 

 

Eu - Ainda és muito pequenina para ter bebé na barriga filha! 

Beatriz - papá... põe! - reivindica ela, não querendo saber da minha observação.

Eu - É muito grande filha e a tua barriga é pequenina. Fica de fora.

Beatriz - Deixa assim. Deixa. 

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Então lá vai ela toda contente continuando a sua brincadeira de mamã, desta vez com o "Nenuco" enfiado de baixo da camisola e com as pernas de fora.

Eu - Pronto vai lá então... parece que o rapaz já quer nascer. Já se veem as pernas cá fora. 😄

 

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  • Anónimo

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    Obrigad! São de facto adoráveis.

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