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-Blog familiar é só entrar com boa disposição- 😉

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É preciso um curso intensivo para escolher um champô!

Agosto 06, 2019

Ricardo Correia

Champô Kaseiro.jpg

Hoje passei pelo supermercado para comprar umas coisitas em falta, e entre uma delas que constava da lista, era champô. Até aqui nada de extraordinário! Quando chego ao corredor dos champôs, eis que dou comigo, com o olhar perdido a mirar o horizonte.

 

Naquele oceano de produtos infindáveis, de champôs, amaciadores, máscaras, tonificantes, e mais sei lá eu o quê. Bolas! Mas eu só quero mesmo é lavar o cabelo e, que este fique lavado e a cheirar bem. Tão simples quanto isso!

 

No meu tempo havia meia-dúzia deles e já era demais! A única coisa que precisávamos de saber era o tipo de cabelo. Se era seco, oleoso, ou normal. Também, lá no fundo, dependia dos dias. Era óbvio que o meu cabelo era seco nos dias em que não chovia. Dah! Essa era fácil de saber.

 

Era oleoso quando íamos almoçar ou jantar ao "McDonalds", e ficávamos na fila da caixa mais junto à fritadeira. Em que vinha aquele aroma maravilhoso, envolto em nuvem de algodão, ensopada em óleo a pairar por cima de nós.

 

Era cabelo normal, quando nos estávamos a borrifar para o que se passou no dia-a-dia, e íamos tomar banho a toque de ralhete maternal, "desanda já para a banheira que estás a cheirar a estrume num dia de primavera". Ora, deste modo, que remédio senão irmos nós. Sem vontade nenhuma e desconfiados, com o nariz de baixo do sovaco sem entender de onde vinha o bafo. Que de certeza que não era nosso!

 

Dou comigo a pensar. E olhem que isto é grave. Porque quando me ponho a pensar....

Será que na hora de lavar o cabelo, tenho que ter na banheira uma prateleira com uma carrada infinita de champôs? Sim, porque existe champôs para tudo e mais alguma coisa. Temos de perguntar ao cabelo:

 

- Cabelo meu. Como te estás a sentir hoje?

- Muito fraquinho - responde ele quase a desfalecer. 

- Ah! Então vamos usar o champô fortificante. Vais ficar forte como o Popey! De certeza que este champô é feito à base de espinafres. Até é verde e tudo...

 

- Cabelo meu. Estarás hoje mais porco do que eu?

- Não meu amo. Que isso é impossível.

- Ok! Mereci essa. Então que desejais tomar hoje?

- Hoje estou-me a sentir uma diva quase a chegar ao estrelato, por isso preciso de um pouco de brilho.

- Toma um champô feito à base de vitamina D e purpurinas estrelares, e um pouco de brilhantina. O meu cabelo hoje vai ser uma "drag-queen".

 

Dei por mim a ler os rótulos meio atónito.

Dizia um assim "Para cabelos danificados".  Mas estão a enganar quem? A mim não é de certeza. Se o cabelo já está danificado não tem remédio. Será que o champô vem com "super cola 3" ? E trás nano-robôs para irem colar as peças partidas? Hummm! Acho isto muito estranho.

 

Existe outro que diz "Detox Volume". Mais uma marosca. Porque toda a gente sabe que a dieta Detox é para reduzir o volume. Não é normal tirar o volume do corpo e ir pô-lo na cabeça. Vai a malta toda andar com um cabeção de metro e meio, nem passam nas portas. Tótós!

 

Ainda há outro champô para cabelo teimoso. Que é o dos caracóis. Dizem eles, que "transforma as ondas rebeldes em caracóis definidos". Isto é brutal para os surfistas. As ondas que não dão para surfar, porque são rebeldes, com este champô em contacto com o mar, é vê-lo a transformar-se e a fazer "super tubos" perfeitos. Excelente ideia.

 

Temos também um champô do Bob, o construtor, porque diz assim: "Champô reconstrutor que repara intensamente os comprimentos e pontas espigadas, nutrindo sem pesar." Lá está o Bob a entrar em ação e a reconstruir o cabelo do pessoal. Só não entendo esta do "sem pesar"! Será que é alguma boca ao pessoal das rastas? Que andam com cabelo de três meses e, a certa altura já pesa tanto que arrasta pelo chão? E esta frase de pontas espigadas? É na altura da apanha do milho? Anda tudo com os cabelos ao vento à procura da espiga?

 

Descobri um também para puritanas religiosas. Porque diz ele assim: "formulado sem silicone, combina os nutrientes [...] com água micelar para purificar e revitalizar o cabelo desde a raiz até às pontas". Em primeiro lugar vêm-se livres do silicone. Mostra bem, que é tudo ao natural não há cá incrementos desnecessários. Depois, purifica com água micelar. Que é basicamente água benta. Assim, podem perfeitamente pecar à noite e purificar-se de seguida com este champô, concebido por Deus.

 

E naqueles dias em que queremos somente um duche rápido, e não temos tempo para maraquices? 

O cabelo leva com um especial. É aquele três mil... em um.

Que lava, perfuma, nutre, protege, resguarda, ilumina, brilha, ataca a caspa à força toda, desembaraça, encaracola, seca, mete gel e penteia.

A fada dos dentes - história semi-horror-o-infantil

Julho 29, 2019

Ricardo Correia

fadinha dos dentes.jpg

Recordam-se daquela mítica história infantil de que cada vez que cai um dente a uma criança, algum adulto palerma , se lembrou de dizer que vinha a fada dos dentes? Lá em casa entrou a fada dos dentes com o Xavier até ao último dente de leite. Pensávamos nós que a iríamos continuar a ver com a chegada da Ema na cegonha. Mas o que é certo é que nunca a mais a vimos! Será que ela perdeu o GPS? Ou tem uma bússola avariada e não dá com a morada!

 

Ontem, caiu mais um dente à Ema! E como tal, podem não acreditar mas cada vez que se dá um destes fenómenos é a choradeira total. Ela lá vai abanando o dente para um lado e para o outro, a ver se ele cai, mas sem sucesso. Então chega a uma altura em que vem ter comigo. E é assim que encarno uma das muitas profissões que os pais exercem com os filhos ao longo dos anos. Passamos de aprendizes a doutorados num ápice. Então é aqui, que visto a bata de dentista. E sem um mínimo de esforço, só com um pequeno toque fico com o dente nas mãos. Assim que ela vê o dente nas minhas mãos exclama muito intrigada "O quê! Já está?" Ao mesmo tempo que as lágrimas lhe rolam cara a baixo, e desata a correr para a casa de banho para bochechar. Nunca percebi o porquê deste trauma de perder os dentes. Até parece que alguém morreu.

 

Depois vem a segunda fase do drama. Que é eu a perguntar-lhe. Queres pôr o dente de baixo da almofada? Ui, mas o que é que eu fui perguntar?Mais valia ter posto o pé na bosta antes de abrir a boca. Quase que sou esbofeteado pelas palavras refilonas e indignadas que saem a toque de metralhadora.

Ema - "Que nojo dormir a noite inteira com isso de baixo da almofada!" 

Eu - " ...mas depois vem a fada dos dentes e troca o dente por uma moeda!" 

Ema - "Eu quero lá saber da moeda! Não quero é ninguém estranho a entrar-me pelo quarto a dentro durante a noite. Além do mais, por onde é que ela entra hã? Pela janela?" 

Eu - "Não ela é mágica..." 

Ema -"Não, não não! não quero nada disso na minha cama, nem ninguém no meu quarto!" 

 

Eu até percebo a bacurinha do meio. Uma fada pode ser um ente deveras arrepiante e medonho.

Se pensarmos bem, ela tem razão! Imaginar a cena é um bocado constrangedor... 

Porque raio alguém iria querer ter um estranho a entrar no nosso quarto à noite?

 

Vamos recuar ao tempo em que a Ema era bem pequenina para saber de onde vem o trauma?

 

O dentinho já se encontra debaixo da almofada e a Ema dorme que nem um bebé.

 

Não sabemos se vem a esvoaçar com as asas a brilhar, ou arrastar os pés meio moribunda, de quem está a pé a noite toda, cheia da sono! 

O silêncio paira no ar invadindo toda a casa. A fada, matreira e receosa para não ser apanhada olha em redor do quarto e observa o seu alvo. Lá estava a almofada que guarda por baixo o seu tesouro.

(Logo aqui, já estou com medo só de pensar em alguém a observar-nos)

 

Ouve-se uma respiração calma e lenta de quem está profundamente a dormir. 

Dirige-se para a junto da cabeceira da cama e, lentamente estende a mão para alcançar o tão afamado dentinho, que está sob a almofada.

(Bolas... e se a fada for uma bruxa má disfarçada e nos for ao pescoço?)

 

Com a mão trémula a fada no encalço do dentinho estica o braço deslizando-o para debaixo da almofada. Sente o dentinho e agarra-o forte, como alguém que conquistou um troféu. Neste preciso momento em que a fada agarra o dentinho, a Ema vira a cabeça e prensa-lhe os dedinhos, que lança de imediato um gemido de dor e três palavrões desenfreados. A mão da fada estava agora imobilizada como de baixo de uma rocha.

 

A sua face perde imediatamente o sorriso e incha escarlate de raiva! Puxa então o braço num safanão para se livrar da cabeça da Ema, fazendo-a acordar. Com o rosto invadido de terror e com o susto, a Ema lança um grito estridente, perfurando os ouvidos da fada que tenta esvoaçar dali para fora. Com o grito a fada é agora uma traça desnorteada sem conseguir alcançar a saída embatendo nas paredes, ora à esquerda, ora à direita.

A fada já com o dente preso na sua mão, lança pragas ao universo.

Que esta menina chore todas as vezes que lhe caia um dente!

AHHHAHHHHAHHH!

A moral da historia dos "três porquinhos"

Julho 18, 2019

Ricardo Correia

painel-1-50x1-os-tres-porquinhos-painel.jpg

Depois de ouvir a história dos três porquinhos, centenas de vezes ao longo de anos, e em que a moral da história é sempre a mesma, eis que agora a Beatriz nos deixou estupefactos com esta moral.

 

Se todos se recordam da história, resume-se num lobo mau que faz de tudo para comer os três porquinhos, certo? Um faz uma casa de palha, o lobo sopra e derruba a casa. O porquinho então foge para a casa do irmão, que era feita de madeira. Resultado? O desgraçado do lobo logo a derrubou com dois sopros. Os porquinhos então decidiram ir a correr fazer um jantar de família em casa do irmão mais velho que era feita de tijolos. E eis que surge o lobo mau.

 

E reparem que nós sempre o tratamos por lobo mau! Mas... será que o lobo é mesmo mau?

Beatriz- Coitadinho do lobo. Maus são os três porquinhos.

Mãe - Porquê Bia?

Beatriz - Porque os porquinhos fizeram uma casa de tijolos e ele soprou, soprou e soprou até ficar muito cansado!

Mãe - Então, Bia! Era para o lobo não os comer! Por isso ele já não conseguia derrubar a casa.

Beatriz - Pois. Depois ele teve que ir pela chaminé...

Mãe - Porque ele era matreiro e queria entrar na casa para comer os porquinhos.

Beatriz - Sim. Mas os porquinhos foram maus...

Mãe - Foram! Porque?

Beatriz - Porque lhe queimaram o cú. Tadinho do lobinho!

Pronto temos que dar a mão à palmatória. A Beatriz tem toda a razão.

No fundo, no fundo no fundo agora bem vistas as coisas até tenho o coração apertado!  Tadinho do lobinho que foi para casa com o rabo todo queimado e ainda por cima sem jantar, esfomeado e com a barriga a dar horas. Já para não falar que teve de ir para casa a pé, e tão cansado que ele estava sem fôlego de tanto soprar durante esse dia e sempre a correr de uma casa para o outro.

A vida não é justa!

Um brinde aos papás

Junho 30, 2019

Ricardo Correia

Foto de casamento.jpg

Este é o nosso momento.

Faz hoje 18 anos que nos deu a "maluqueira" de querer ficar agarradinhos para sempre.

Eu com vinte e três anos e ela com dezanove. Que meninos! 

 

Éramos duas crianças sem saber nada da vida e crescemos juntos, enfrentámos medos e obstáculos. Movemos montanhas, enfrenta-mos remoinhos e tempestades, lutámos contra tudo e contra todos.

Apesar de aprender-mos muito à cabeçada com a vida, acho que conseguimos vencer.

 

Hoje somos mais completos. Somos cúmplices das nossas almas eternas.

 

Construimos uma família linda e o nosso amor cresceu. Cresceu forte e feliz. E não quisemos parar por aí. Porque somos felizes assim a ver a família a crescer. A ensinar e aprender com os nossos bacurinhos todos os dias. Ensinámos-los a andar e um dia vamos ensina-los a voar.

Somos felizes porque somos completos! Apesar de sermos muito diferentes um do outro, é verdade que os opostos se atraem.

 

Vivemos a sorrir, mesmo quando há lágrimas para esconder, porque tristezas não trazem saudades. E é dos bons momentos, e dos bons sorrisos que ficam as memórias.

E tenho a certeza de que o meu amor pela Cláudia não irá sucumbir em vida, pelo contrário, irá permanecer pela eternidade. 

 

Vou dedicar esta música a nós os dois.

Sabem quando parece que alguém escreve algo que se parece o reflexo da nossa vida. Pois é isto!

Está tudo dito na letra, e o que não está lá, está escondido nas entrelinhas. 😉

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu não sou senhor do tempo, mas eu sei que vai chover
Me sinto muito bem quando fico com você
Eu tenho habilidade de fazer histórias tristes virarem melodia
E vou vivendo o dia-a-dia
Na paz, na moral, na humilde, busco só sabedoria
Aprendendo todo dia, me espelho em você
Corro junto com você, vivo junto com você, faço tudo por você
Seguindo em frente com fé e atenção
continuo na missão, continuo por você e por mim
Porque quando a casa cai
Não dá pra fraquejar, quem é guerreiro tá ligado
Que guerreiro é assim
O tempo passa e um dia a gente aprende
Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente
Eu vi o tempo passar e pouca coisa mudar
Então tomei um caminho diferente
Tanta gente equivocada faz mau uso da palavra
Falam, falam o tempo todo, mas não tem nada a dizer
Mas eu tenho um santo forte, é incrível a minha sorte
Agradeço todo tempo ter encontrado você
O tempo é rei, a vida é uma lição
E um dia a gente cresce,
e conhece nossa essência e
ganha experiência
E aprende o que é raiz, então cria consciência
Tem gente que reclama da vida o tempo todo
Mas a lei da vida é quem dita o fim do jogo
Eu vi de perto o que neguinho é capaz por dinheiro
Eu conheci o próprio lobo na pele de um cordeiro
Infelizmente a gente tem que tá ligado o tempo inteiro,
ligado nos pilantras e também nos bagunceiros
E a gente se pergunta por que a vida é assim
É difícil pra você e é difícil pra mim
Eu não sou senhor do tempo, mas eu sei que vai chover
Me sinto muito bem quando fico com você
Eu tenho habilidade de fazer histórias tristes virarem melodia
E vou vivendo o dia-a-dia
Na paz, na moral, na humilde, busco só sabedoria
Aprendendo todo dia, me espelho em você
Corro junto com você, vivo junto com você, faço tudo por você
Vivendo nesse mundo louco hoje só na brisa
Viver pra ser melhor, também é um jeito de levar a vida
O tempo passa e um dia a gente aprende
Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente
Eu vi o tempo passar e pouca coisa mudar
Então tomei um caminho diferente
Tanta gente equivocada faz mau uso da palavra
Falam, falam o tempo todo, mas não tem nada a dizer
Mas eu tenho um santo forte, é incrível a minha sorte
Agradeço todo tempo ter encontrado você
Vem que o bom astral vai dominar o mundo
Eu já briguei com a vida,
Hoje eu vivo bem com todo mundo aí
Na maior moral é Charlie Brown
Vivendo nesse mundo louco hoje só na brisa
Viver pra ser melhor, também é um jeito de levar a vida.

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