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Uma década... Parabéns Ema

Abril 10, 2019

Ricardo Correia

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A Ema completa hoje 10 anos! À uma década atrás nasceu aquela que seria a bacurinha mais tolita. Sonhadora, divertida e muito complicada. 😄 A nossa Ema é um dilema, ou como ela nos corrige de imediato e se intitula de "A Ema é um poema". 😊 Tudo lhe faz confusão e fica sempre na dúvida sobre isto ou aquilo. 

 

De resto, tudo é bom para fazer um belo teatro, para gerar uma risada estonteante e alastrar boa disposição a todos os que estão com ela. Gralha por natureza como se pode ver no desafio do silêncio. 

 

Mas se os que estão à sua volta forem estranhos, então é a vergonha que se apodera da sua alma deixando-a retraida e calada, o que é coisa raaaara!

 

A nossa Ema é de verdade o nosso "poema". É o que enche a nossa casa de vida e alegria. Eu gosto de a picar quando ela está chata e rabugenta e acabamos os dois na risada ou com a mãe a dizer "pára chato! Deixa a miúda, não a piques". 

Afinal de contas ela sai ao pai. 😏

 

Olho nos olhos da Cláudia enquanto lê este rascunho emocionada, ao mesmo tempo que suspiria... "ai amor.! Estamos velhos!" 

 

Pois é ainda ontem éramos duas crianças sem saber nada da vida e hoje... Bem, hoje continuamos sem saber nada da vida, 😆 mas sabemos que temos que agarrar no leme e deixar-nos ir ao sabor do vento e orientar os nossos bacurinhos da melhor maneira possível para que cresçam felizes e se tornem adultos felizes. 😉

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Um desaparecimento misterioso

Abril 08, 2019

Ricardo Correia

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Já há algum tempo que andávamos de volta da bacurinha caçula, para ela largar a chupeta. 

 

No infantário ela já só usava a chupeta para dormir, e em casa estávamos praticamente a usar o mesmo método, embora, ela assim que se lembrava lá vinha pedinchar "a chupeta e o ursinho?" E a gente lá se fazia de desentendidos com um "não sei... Não vi!" 

 

Ontem ela encontrou a chupeta e chamou-me para dizer que a chupeta estava estranha. Então reparei que ela já estava furada. Tinha chegado a hora! 

 

À tarde fomos dar uma volta e ela levou a chupeta e o ursinho com ela, como era hábito. Ah ah "big mistake" 😏

 

Ao descer uma escadaria de vários degraus a Beatriz e eu ficamos para trás, porque a Beatriz diz que já é crescida e quer descer sozinha as escadas, então demora uma eternidade a descer degrau a degrau. Então deu-me para eu segurar, o ursinho e a chupeta para que tivesse melhor equilíbrio. Os irmãos e a mãe mais velozes já nos aguardavam ao fundo das escadas.

 

Entretanto tive um ato irrefletido de estupidez cerebral, e eis que decidi atirar o ursinho para a mãe agarrar. A receção da mãe foi extraordinária, apesar do protesto indignado da Beatriz, ao meu ato. Isto claro, no meio de risos da restante plateia. Então não satisfeito com a primeira estupidez eis que me surge a seguinte! Atirar também a chupeta...

 

Desta vez a receção da mãe já não foi tão boa, ou o meu lançamento uma lástima. A mãe entretanto apanhou a chupeta e guardou-a no bolso, mas fez de conta que a tinha perdido. A Beatriz não viu a mãe a apanha-la e portanto fizemos ali um pouco de teatro. A chupeta tinha desaparecido no espaço. A atmosfera comeu-a. Ficou colada numa nuvem, etc etc. 

 

A bacurinha ficou tão triste que nos deu um aperto no coração. No carro foi muito calada e cabisbaixa e quando chegou a casa ainda choramingou agarrada ao meu pescoço. 

Mas depois começou a brincar e rapidamente esqueceu este infeliz episódio do pai tótó. Como ela própria costuma dizer. "Ai papá! Que tótó!" 

 

Já à noite é que se lembrou de pedir a chupeta outra vez, e a mãe disse-lhe "então! Já não te lembras que ela desapareceu?" e lá disse ela "pois foi perdeu..." Agarrou-se ao ursinho e foi dando voltas de um lado para o outro inquieta, até que acabou por adormecer. 

 

Já os irmãos também "perderam a chupeta". O Xavier deixou-a na praia. Quem sabe... Enterrada na areia. A Ema deixou-a em cima de uma árvore. Num tronco a fazer companhia a uns passarinhos. 😁 As crianças sofrem! 

Respirar de baixo de água

Abril 04, 2019

Ricardo Correia

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A Ema adora as quintas-feiras. Porque é dia de piscina. Não só porque quebra a rotina da escola e esta não se torna tão monótono.

 

Então, assim que entra no carro quando a vamos buscar à escola é habitual fazermos perguntas chatas sobre como correu o seu dia. Mas desta vez não foi preciso, porque ela vinha com uma ansiedade enorme para contar o episódio ocorrido na piscina.

 

Então começa a relatar com um enorme entusiasmo.

"Hoje na piscina engoli uma data de água!

Estava debaixo de água quando fiquei sem ar, então abri a boca para respirar."

 

Eu - o quê! 😯 Abriste a boca de baixo de água? 😆
Mãe - para respirar Ema... 😄

 

A risota no carro tomou conta de nós. Mas a narrativa não se ficou por aí.

 

Ema - Sim. Estava debaixo de água sem ar, tas a ver? E então abri a boca. 😁 Era para respirar! Foi quando a água me começou a entrar pela boca. E aí bebi muita água. Muita mesmo, tão a ver... Depois vim ao de cima e comecei a tossir a tossir a tossir!

 

E o raio do professor ainda disse: "boa Ema" 😡

😆😂🤣

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