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3 em Linha

-Blog familiar é só entrar com boa disposição- 😉

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O que caiu ao mar!?

Janeiro 07, 2018

Ricardo Correia

Na televisão uma comentadora relatava em directo do local do acidente.

 

Nós almoçavamos tranquilamente enquanto conversamos, com a notícia em ambiente de fundo.

 

TV -... Esta manhã um corpo caiu ao mar no Guincho.... 

 

Ema - Um porco caiu ao mar! Como? Mas como é que um porco cai ao mar? E o que é que andava lá a fazer! 🐖

 

Mãe - 😁 um corpo Ema. Foi um corpo. Não um porco. 🐷

 

Ema - Um corpo! O que é um corpo? 

 

Pai - Um cadáver! 

 

Ema - Que é que isso quer dizer? 🙂

 

Pai - Quer dizer que um homem caiu ao mar e faleceu. 

 

Ema - Ah... Então está morto! 🤔

 

Mãe - Sim o mais provável é que a esta hora já esteja morto, coitado do senhor. Também,  quanto mais avisam para o mau tempo e para não irem para junto ao mar parece que é pior. 

 

Pai - Então não sabes que assim é mais emocionante, desafiar o destino. 

 

Mãe - Com 54 anos já tinha idade para ter juízo.

 

Hoje é dia do... entornanço!

Janeiro 06, 2018

Ricardo Correia

Pois é, é. Hoje é o dia do... entornanço. Senão é... parece.

 

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 À medida que íamos fazendo o pequeno-almoço, o desastre acontecia.

 

Estava na cozinha a preparar o leite da Beatriz e fiz a asneira de deixar o chocolate em pó em cima da bancada e aberto, com a colher que geralmente fica lá dentro à mão de semear. A Beatriz está com a mania que consegue fazer tudo sozinha como os irmãos.

 

Então estava eu a pôr a caneca no micro-ondas quando a ouço dizer "eu ajudo-te papá" , quando me virei ainda fui a tempo de a ver com a colher cheia de chocolate, a levantá-la e a virá-la para cima dela. Porque a caneca não estava lá não é, não sei como é que ela não viu isso.  

Resultado banho de chocolate em pó. Toca a limpar. Lindo! Boa, bom, começo da manhã. 

 

Depois do leite e a torrada estarem prontos levamos tudo para a mesa a Beatriz ficou lá com a Ema que estava também a espera do pequeno almoço dela.

 

Passado um bocado de a Beatriz estar à mesa a Ema começa a chamar-nos.

- Papá, mamã a Beatriz entornou o leite.

- Oh bola,s a sério! Já fazemos outro, está bem Bia? 

 

Passado um bocado levamos o pequeno almoço da Ema para a mesa. Felizmente o Xavier já se desenrasca sozinho e prepara o pequeno almoço dele. Enquanto estávamos a preparar o nosso cafezinho, começamos a ouvir a Ema a chamar outra vez.

- Papá, mamã entornei o leite!

- Agora foste tu Ema! A sério! 

 

Entretanto lá se preparou outro leite à Beatriz e à Ema, e quando finalmente eu e a Cláudia nos sentamos à mesa para tomar o pequeno almoço, depois desta azáfama matinal, os bacurinhos já estavam aviados pelo que acabamos por ficar só os dois. 

 

O Xavier foi para o quarto dele, o seu refúgio, a Beatriz foi brincar com o cavalinho de baloiço e a Ema foi se vestir. Lá ficaram os dois cotas sozinhos à mesa. 

 

À hora do almoço tudo corria bem quando a Beatriz se lembrou que conseguia esticar o braço para a travessa da carne para tirar molho, tanto se esticou que acabou por bater com o braço no copo e dar banho à irmã que ficou com uma neura desgraçada.  Isto foi "do best". 

 

Vamos ver ao lanche e ao jantar, quem entorna o quê e em quem. 

A Beatriz pinta os lábios pela primeira vez!

Janeiro 05, 2018

Ricardo Correia

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Neste dia magnífico de pai a tempo inteiro, caí na patetice de ir buscar os marcadores da Ema para a Beatriz poder pintar.

 

Ela estava entretidíssima a rabiscar o papel e a explorar as várias cores, feliz da vida. E lá ia soltando um "uau, que giro!"

 

Perguntei-lhe se queria ir ao trabalho buscar a mamã e ela toda contente respondeu que sim. Lá fomos nós ter com a mamã ao trabalho e de seguida fomos buscar a mana à escola.

 

Agora que tenho muito tempo posso perfeitamente andar a fazer de mini-bus, contente da vida. Que até aqui não tinha possibilidade de o fazer, porque quando saía do trabalho já a Cláudia e a Ema estavam em casa. 

 

Chegados a casa esqueci-me por completo que os marcadores ainda estavam em cima da mesinha, é uma mesa pequenina à medida dela para ela brincar, com duas cadeirinhas pequeninas, que levei para a sala para ela estar mais perto de nós.

 

Entretanto vendo que ela estava entretida, na sua tarefa a fazer a dita pintura abstrata num papel branco e ao mesmo tempo que ia lançando os olhos para a televisão onde estava a dar bonecos, deixei-a na sala  enquanto fui à cozinha preparar-lhe uma caneca de leite para o lanche.

 

Entretanto ouvimos os gritos aflitos da Ema a dizer "mamã, papá, venham rápido, olhem a Bia"

 

Quando regresso à sala quase me deu um ataque cardíaco. A Beatriz estava com os lábios pintados de preto.... Deve ter visto isso na televisão nas "Monster High" ou coisa parecida e quis imitar. 

 

Lindo serviço. Lá foi a mãe com toda a paciência do mundo limpar a criança. E eu a correr esconder os marcadores, sabem como é... depois da porcaria feita... 

Ano Novo vida nova

Janeiro 04, 2018

Ricardo Correia

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Ano Novo vida nova pelo menos é o que se costuma dizer, e para mim comecei realmente o ano novo numa pseudo vida nova.

 

Pelo menos, neste novo ano virei doméstica e pai a tempo inteiro.  Está a ser uma experiência deveras interessante. 

 

Eu sabia que o meu contrato iria terminar a dia 31 do passado mês de Dezembo... o que não esperava é que onde eu estava não quisessem lá ter mais ninguém, isso é que me espantou! Como eu era um sub-contratado e fazia serviço para o estado, disseram que não havia verbas para contratar ninguém este ano...

 

E eu a pensar que já não havia crise e que estávamos numa fase de evolução e não de recessão.  Pois é, enganei-me redondamente ou então alguém nos anda a enganar. Essa é que é essa!

 

Então vou levar a Ema à escola e fico com a Beatriz em casa. Apesar de ela ter as pilhas todas não é difícil de aturar, embora tenha uma queda natural para a asneira. 

 

Podemos então dispensar a mulher a dias... que nunca tivemos.

Sei agora o que as mulheres sofrem, pelo menos no que diz respeito à roupa. Lavar, estender, apanhar, arrumar... Ahhhhh. Mas será que existe alguma coisa mais chata do que isto?

 

 

Acho que vou fazer com que a minha família vire naturista.

Hum, pensado bem,  esqueçamos esta última parte porque acho que não ia ficar confortável a andar com as minhas partes baixas por aí ao pendurão, e acho que ia morrer de ciúmes se vissem a Cláudia pelada. 

Portanto acho melhor continuar a tratar da roupa. 

 

Renascer das sombras

Janeiro 02, 2018

Ricardo Correia

 

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Premeio a devassidão latente em mim.

O asco ardente do meu leito doentio.

A esgana que do meu espírito se apodera.

Do escroto imundo, preso por um fio.

Que raio se passa contigo?

Só tenho olhos para o negrume da vida.

Não dou valor ao que ilumina e brilha

Não me seduz a alegria do teu riso forçado,

Sou casmurro e crítico incontestado.

Sem forças para erguer o património

Que ruiu junto comigo da vitória do demónio.

Ainda espero pelo meu anjo guardião.

Que venha afastar as sombras que me rodeiam

A inveja que envolve o meu semblante,

Que derrubou o trono do meu coração.

Não posso dar um passo sem olhar em redor

Desconfio daqueles que me seguem, ignorantes.

Afasto-os com segura amargues, antipatia...

Quem lhes deu autorização, seus reles petulantes.

Sim! Porque eu sou um nobre burguês.

Sou uma força de maior, superior á raça humana.

Agora, auto incentivo-me, apoio-me á minha voz,

Dou azo á minha falsa imaginação que me imana.

Mas deixo cair por terra o manto que me cobre.

Mostrando ao mundo o que realmente sou.

Um bastardo da ralé, sem teto, sem terra.

Algo de abominável, criatura horrenda,

Em troca de um punhado de latão...um sabão

Que possa lavar a minha alma, da neura que me cobre.

Do lixo que me entope, dos espíritos que me consomem

E não me deixam descansar, chamando-me cada vez mais

Que entre na cova funda e de lá não retorne.

Ergo forças vindas do núcleo da minha alma

Quebro o lado ruinoso da minha sina

Não desejo deixar-me vencer pela neblina

Mas sim viver em paz com o meu espirito.

Não baixo os braços à amargura

Concedo-me três desejos dos astros

Ser feliz, amar, dar e receber ternura.

Porque no fundo sou humano como outros.

E não nasci para morrer na amargura.

 

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