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3 em Linha

-Blog familiar é só entrar com boa disposição- 😉

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Quando o telefone toca.

Janeiro 23, 2018

Ricardo Correia

Não sei se acontece com mais alguém, mas a mim é frequente. Sabem aqueles dias em que o telemóvel não pára de tocar, parece que todo o mundo se lembrou da nossa existência e resolveu ligar-nos?🤨

 

Depois não atendemos à primeira e voltam a insistir. Depois retomamos a chamada, eles não atendem, e voltam a ligar. E andamos nisto. 🤐

 

Pois é, hoje foi um desses dias. Então e o que é que acontece! Fico com irritação cerebral da música do telemóvel. Das duas, uma, ou dou por mim a cantar a música do telemóvel, ou já o ouço tocar a cada minuto, e no fundo ele está caladinho.

 

Dou por mim a olhar para o raio do telemóvel e a dizer para mim mesmo: "bolas, parecia mesmo que estava a tocar".

 

Acho que a única maneira de isto se resolver é desligar o telemóvel e ir dormir. Pode ser que amanhã já esteja com o cérebro desirritado.😉

A super bananny

Janeiro 22, 2018

Ricardo Correia

super bananny.jpg

Olá pessoal hoje resolvi falar sobre um tema que ainda ninguém falou até agora. É um programa que passa naquela estação de televisão chamado SIC, e intitulado de "a super bananny".

 

Vá-lá eu sei que já todos viram e comentaram sobre isto com alguém, também já sei que lançaram a pobre senhora à fogueira, principalmente nas redes sociais, mas alguém tem que a defender certo? Afinal de contas toda a gente tem direito a ganhar o seu ganha pão, de forma honesta. 

 

Em primeiro lugar a falta de bom senso é da cabecinha pensadora que resolveu criar este programa sem se preocupar com as crianças. Depois não é novidade para ninguém que a televisão usa meios de aliciamento às famílias para exporem os filhos deste modo na televisão. E este método não é novo.

 

Ora vejamos. Já na década de 90 havia um programa que passava ao sábado a noite, chamado 1,2,3 com a bota botilde, e o país quase que parava para o ver, e em que o prémio máximo era um carro. E naquele tempo um carro era assim qualquer coisa como uau. 

 

Já nessa altura a televisão aliciava as pessoas, para lá irem fazer figuras tristes. Tá bem, não era os filhos eram os pais. E esses mesmos pais metiam os putos à caça de todos os coupons em revistas e jornais para os enviar para concorrer a esse dito concurso. E quando os putos diziam "-mais coupons, já tou farto de cortar coupons." Não tardava a resposta "- o quê? Ou cortas esses coupons direitinho ou levas duas lamparinas no focinho que vais ver." E a malta calava e fazia. Ai ai... 

 

Sim porque no programa anterior a mãe da menina fez-lhe umas festas pedagógicas no traseiro e foi um "ai Jesus que a senhora bateu na filha!“ Não percebi se o espanto da opinião pública ter sido a palmada, se a palmada na televisão. No meu tempo a gente levava umas palmadas pedagógicas... De cinto e colher de pau. E aprendíamos ou não aprendíamos a lição?

 

Isto tudo porque ouvi dizer que as famílias receberam mil euros para expor os putos desta forma.  Só não sei se pagaram por programa se à cabeça. Se for à cabeça podem vir cá a casa que são logo três mil paus. Eu digo aos putos para se portarem muito mal, mas só naquele dia. E ainda faço negócio para antes de virem, mandarem o querido mudei a casa. O quê?!  Deixaram fugir esse programa para a TVI!  Afinal de contas quem é que gosta de ver meia dúzia de gajos a partir as casas para depois as deixarem todas bonitinhas! Hã? Que falta de...

 

Depois a produção também falhou noutro aspeto. Deviam ter posto a super bananny ao estilo de "Nanny McPhee" enchiam-na cheia de rugas e verrugas na face, um grande nariz abatatado, cabelos brancos e claro os seus inconfundíveis óculos de massa.  Qual carinhas felizes no placard, qual quê! Assim que ela entrasse a porta de casa, os miúdos apanhavam de tal maneira um cagaço que já não se portavam mal. Até tremiam. Ah, pois é. 

 

Queriam era vê-la dali para fora. E aí os papás já podiam dizer "portas-te mal?... Olha que vou chamar a super banany." No meu tempo era o homem do saco.

 

No fundo este programa é uma imitação do encantador de cães. O César Millan o que é que ele faz? Chega lá a manda uns calduços ao cão, fala com firmeza, manda uns toques de calcanhar no lombo do animal e fá-lo sentar.  Depois conclui. "Este cão tem muita energia precisa de ir para a rua correr".  Lá está, é o que a gente faz à miudagem, levamo-los a passear e alguns chegam mesmo a fazer xixi nas árvores quando estão mais apertados.

 

Claro que se tiver mau tempo temos que arranjar uma solução. Lá em casa o Pai Natal trouxe uns patins à Ema e um triciclo à Beatriz. Volta e meia está a Ema de patins às voltas da mesa de jantar e pela casa fora ao estilo de gincana, e ainda faz o favor de empurrar a irmã no triciclo, é maravilhoso! Quando se juntam os três é o terror. É uma barulheira de risadas e as vezes vimos a bola a bater tipo flippers nas paredes. Claro que depois levam ralhete. É a vida! E se há coisa que irrita muita gente é risadas de crianças. 

 

Depois o César Millan também diz este cão tem que ir lá para o meu canil para ver quem é o líder da matilha. Lá está, lá em casa toda a gente sabe quem é o líder da matilha, e obedecem com respeitinho. A miudagem pia fininho. 

Como? Eu? O líder da matilha... nam! Não sou eu, o líder da matilha é a mãe. Sim porque a Cláudia diz que eu ainda não cresci. Que sou um puto grande. O pai espevita a criançada e a mãe acalma. Já estão a ver o filme, não. Por isso é que a gente se completa. Se um mato o outro diz esfola e se um arranha o outro morde e rosna. Só se estraga uma casa. 

 

Além do mais ainda podemos tirar partido dos patins da Ema. "Ema põe a mesa." E lá vai ela a deslizar toda contente, com os pratos, os talheres... e a desgastar energia.

 

Bom, mas o que faz afinal a super bananny senão impor regras, disciplina, e acima de tudo criar rotinas. Mas isto é o que uns pais normais fazem não? 

Claro que se os pais ainda caírem naquela patetice de deixar os filhos abusar nos doces, então é vê-los ao estilo do coisa 1 coisa 2 do gato da cartola e ninguém os agarra.

 

Agora é hora de olhar para a super bananny com alguma apreensão porque acho que a vida dá senhora vai ficar preta. Se ela pensava que com isto ia ter o consultório sempre cheio de pais que não sabem ser pais, desengane-se. Acho que ainda a vamos ver nalguma viela de mão estendida. 

Acho que a sorte dela é que o povo Português tem memória curta e daqui um ano ou dois já ninguém se lembre disto. 

A clínica do peludo

Janeiro 19, 2018

Ricardo Correia

Seguiamos no nosso bólide descansados quando a Ema se pronunciou.

Ema - Olhem aqui é a clínica do peludo. 

Eu - Ai sim... 

Ema - É para os homens com muito pêlo. 😄

Eu - É mais para as mulheres filha.

Ema - Para as mulheres!

Eu - Sim as mulheres é que têm de fazer a depilação. 

Ema - A depilação! O que é isso? 

Eu - As mulheres devem rapar os pelos. Fica mal às senhoras terem pelos. 

Ema - Ai não não. Os pelos são importantes. 😔 Para não entrar pó e outras coisas más para dentro de nós. 

Eu - 😲 Mas tas a falar de quê? Do nariz!? 😯

Ema - Sim! Não se pode cortar os pelos do nariz. 

Eu - 😃 Ema as senhoras devem depilar as pernas,  debaixo dos braços e a zona do buço... Só na parte do corpo e rosto. Aqui nesta zona, estás a ver - indiquei a zona superior do lábio. - Não no nariz,  claro que não. 😊

Ema - hum... 🙁 Então também vou ter que ir à clínica do peludo! Mas nem sequer tenho pelos ainda. 

Eu - Agora ainda não, só mais tarde, quando fores mais crescida. 

Ema - Ufa ainda bem. Não me apetecia nada lá ir. 

Eu - Quando entrares na pré-adolescencia já vais. 

Ema - Ah. O mano já está nessa tal de pré-adolescencia. Tem de lá ir fazer a barba. 😆

Umas camisolas novas.

Janeiro 18, 2018

Ricardo Correia

A Ema e a mãe estavam no quarto a experimentar umas camisolas novas para a Ema. Nesta altura à que renovar o stock. Parece que os glaciares desceram para Portugal, nestes dias.

 

Eu estava na cozinha adiantar o jantar, e entretanto fui espreitar os camarins para ver o que as minhas meninas estavam a fazer. Deixei-me ficar na ombreira da porta mas não passei despercebido. A Ema aproveitando o facto de me ver ali quis me mostrar uma camisola. Na mesma altura em que me preparava para voltar para a cozinha.

 

Ema - Pai, o que é que está aqui escrito?

Eu - Tenho que ir ver a carne... - disse sem me dar conta da pergunta.

Ema - hum... 😶 Tenho que ir ver a carne!

Cláudia - 🤣

Ema - Não é pois não? 😄 - olhava para a camisola desconfiada. 🤔

 

Passado um bocado voltei ao quarto ouvindo a Cláudia a rir a bom rir. Apercebi-me depois do que tinha dito e vendo a Ema ainda com ar desconfiada. 

Eu - Então Ema o que diz na camisola?

Ema - Tenho que ir ver a carne... Foi o que tu disseste. 🙄

Lidas domésticas... ai tão bom

Janeiro 17, 2018

Ricardo Correia

Se há coisa que eu aprecio são umas boas lidas domésticas. 🙄 Por a máquina a lavar, estender a roupa, arrumar a roupa, limpar o pó, aspirar a casa, esse tipo de coisas por isso estou mesmo super feliz. 

 

IMG_20180113_123000.jpg

Felizmente tenho uma boa ajuda da minha bacurinha mais pequena. A única tarefa à qual não me queixo ainda é o aspirar. O aspirador vem atrás de nós como cachorrinho abandonado, mas há uma coisa que me irrita bastante é quando o aspirador fica preso na ombreira das portas. E eu puxo, puxo, puxo e não há meio de ele sair dali, parece que o raio do aspirador tem medo de entrar nos quartos. Quando olho para trás de mim lá está ele preso na parede da porta. Só anda bem no Hall e nos corredores.

 

Aspirar o quarto das miúdas é o pior. Por causa dos brinquedos que quando veem o aspirador atiram-se para o chão. É aquele tipo de brinquedos que recorrem ao suicídio, porque estão velhos e cansados de aturar a miudagem. E pedem, o favor de os deixar partir. Sem querer acabei por sugar uma bolinha daquelas de esponja dos bebés.

 

E dou comigo a pensar:

 - Olha! Deixa-o lá estar, é menos um a chatear no meio do caminho. 

 - Vá-lá, não sejas assim! Tens de ir à procura do brinquedo no saco.

 - O saco está cheio de lixo e ficas com as mãos imundas, deixa-o partir.

 - Pensa bem. Olha que as miúdas vão ficar tristes se não o salvares.

 - Ele não pediu para ser salvo. E para a próxima já não o voltas a aspirar. Já fostes...

 

Pois é, mas a consciência pesa  e dou por mim numa missão de resgate pelas entranhas do saco do aspirador, qual Indiana Jones em busca da bola perdida. Ao fim de algum tempo e uma nuvem de pó  à minha volta lá consigo recuperar a bola.

 

Depois vem a outra divisão da casa também muito boa de limpar e aspirar, que é o playground. Lá em casa temos o playground onde enfiámos a sala de estar no meio. Eu sei que é aborrecido para as crianças, os adultos estarem ali a invadir o seu espaço, até porque estamos a tentar ver televisão e ao mesmo tempo a dizer "ó Beatriz, sai da frente da televisão se faz favor!" É claro que ela já não nos liga nenhuma.  Afinal de contas o playground é dela, não é.  Além do mais é uma grande chatice os sofás estarem a estorvar o tapete dos legos, a mesa de atividades e o cavalinho de baloiço.  Por mais que a gente diga, "Beatriz brinca no teu quarto, ou naquele cantinho." Não adianta. Tem um gostinho especial para brincar mesmo no móvel da televisão. Não entendo porquê! 

 

No outro dia ela resolveu aparecer lá na sala a empurrar uma das gavetas de rodinhas cheia de brinquedos para a sala. O pai e a mãe levam para o quarto, e ela trás para a sala, outra vez. É o seu entretenimento favorito, encher a sala de brinquedos para depois não brincar com nada. E acha deveras hilariante ver-nos a carregar toda a tralha de volta para o quarto. Acho que devia ter dado ouvidos ao , e começar a aspirar toda a tralha e depois digo "ups"! Também mais um brinquedo menos um brinquedo quem ia notar a falta não é! 

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