A Nossa História de Halloween - A Velhinha e a bruxa má
Outubro 31, 2017
Ricardo Correia
Elenco: Ema Correia e Ricardo Correia. Realização: Cláudia Correia e Xavier Correia.
Banda Sonora: Som ambiente e ruídos de fundo.

Era uma vez uma velhinha, muito velhinha que mexia o seu caldeirão ao lume, no fogão de lenha. A seu redor estava um gato preto, muito preto deitado ao calor. As velas da cozinha tremiam frágeis como a velhinha. A velhinha ia agarrando frasco atrás de frasco, deitando os ingredientes na panela e à medida que mexia o caldeirão ia-se lambendo e rindo da sua receita.
Concentrada nos seus afazeres a velhinha, muito velhinha, nem se apercebeu que o negro cobriu todo o céu e pouco depois caiam relâmpagos assustadores perto de sua casa. Uma sombra negra cobriu a janela e o gato eriçou o pelo e soltou um miar estridente. Miauuuu! O lume do fogão ficou fraquinho, fraquinho e de repente as velas que iluminavam a cozinha apagaram-se ficando tudo escuro!
Pum, pum, pum! Soaram três pancadas na porta! Mas quem seria a esta hora? Perguntou a velhinha com medo. A velhinha acendeu uma véla com as mãos a tremer, e dirigiu-se para a porta. A porta rangeu. À medida que a velhinha entreabriu a porta com as mãos muito tremulas e um vulto de chapéu comprido e bicudo sobressaiu na bruma. Com uma cara muito feia e uma enorme verruga no queixo, arrastar o seu cajado e com uma voz rouca perguntou?
- Sabes porque eu vim não sabes velhinha? Onde está o que procuro?
A velhinha cheia de medo disse nada saber. Então a bruxa má deu um empurrão á velhinha e correu para junto do caldeirão. Agarrou numa enorme colher de pau e levou o caldo à boca. - Hummm que delicia! - exclamou a bruxa má. Então a velhinha exclamou:
- Vieste aqui só pelo caldo de caramelo? Larga isso imediatamente sua bruxa má, esse caldo é para os meninos da vila. - a bruxa má deu uma enorme garagalhada 
- Ah ah ah. Agora é tudo meu e de mais ninguém. E vou levar este caldeirão comigo e ninguém me vai parar.
Quando a bruxa se preparava para sair com o caldeirão muito pesado, não reparou no gato à sua frente e tropeçou no pobre animal, o caldeirão voou para o ar e deu uma cambalhota na vertical, e todo o caramelo caiu em cima da bruxa má enquanto esta lançava um grito de terror. - Ahhhhhh! O caramelo era tão espesso, tão espesso, que a bruxa ficou em pedra não se conseguindo mexer mais. Assim o gato preto e a velhinha cozinheira riram-se da bruxa má e da sua goludice. Ainda hoje a estátua da bruxa má em caramelo, pode ser vista na cozinha da velhinha.
FIM

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Porquê? Porque é precisamente nesta data também, e faço um acrescento a mais uma resposta para a pergunta de hoje, é dia de dar dinheiro aos "pobres". É dia de pagar as contas. Telecomunicações, luz, água, gás, combustíveis, compras do mês nos supermercados lá para casa, pobrezinhos dos supermercados, coitadinhos de todos os serviços, eles que ganham tão poucos lucros! Não sei como conseguem sobreviver assim.... 



. Ora isto não é nada mais nada menos que um apelo forçado ao consumismo desnecessário em jeito de pré-Natal.
, com a loucura das pessoas a comprar carradas de flores e gambiarras para encher os cemitérios, na esperança que durem o ano inteiro
e para o caso de algum de morto se levantar a meio da noite não tropeçar e não partir uma perna ou a cabeça. É melhor ter o cemitério e as campas bem iluminadas, pode haver trânsito lá para a meia-noite, mas depois lá para as cinco, seis da manhã chamada a hora morta a coisa já acalma.
é uma espécie de carnaval antecipado, mas só para máscaras arrepiantes, nada de anjinhos papudos. Só diabinhos, vampiros, esqueletos, bruxas, mas só das más, não queremos cá bruxas boas, isso estraga a festa toda.
, ou bolachas doces. E nem falar em batatas fritas de pacote, então aí é prisão perpétua.
, legumes como cenouras
ou tomate-cherry que vão sempre bem como aperitivos, ou corn-flakes ( para um pequeno almoço saudável).










