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3 em Linha

-Blog familiar é só entrar com boa disposição- 😉

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A hora de dormir

Junho 05, 2019

Ricardo Correia

A noite chegou quente. Preparamo-nos para ir dormir descansados e com aquela sensação de quem vai acordar engadanhados e colados aos lençóis. Finalmente com a criançada já toda na cama e pronta para dormir, com os habituais abraçinhos e beijinhos de boa noite às bacurinhas, e um até amanhã dorme bem, ao puto meio-grande, é a vez dos adultos esperarem por ouvir o silêncio.

 

Mas a coisa não é fácil! A Cláudia até já sabe que só ao fim do terceiro chamamento do quarto ao lado, do mamã, papá, é que a coisa se dá. A Beatriz da primeira vez que chama tenta ver se pega um "quero ir para a vossa cama." Ao qual a gente responde, não pode ser linda, tens que dormir aqui com o teu ursinho o ursão grande, que ficam muito tristes se dormirem sósinhos sem ti... Esta, uma das mil e uma desculpas que tentamos arranjar à pressa. 

 

Sim, que num destes natais caímos na patetice de lhe comprar um urso gigante que lhe ocupa a cama toda.

Exagerado! - Ouve-se aqui ao lado. 

Talvez por isso ela não queira dormir lá, o raio do ursão é um espaçoso! Mas também se o tiramos de lá, ui ui, estamos feitos que estamos a maltratar o animal que não pode dormir no chão e a Bia come-nos vivos. 

 

Depois vem o segundo chamamento, paaapaaaá. "Não estou confortável!" Não sei sinceramente onde ela aprendeu esta, mas acho deveras hilariante.  E por fim o terceiro com o maaamaaaã... "tenho medo do escuro!". Para ver se agente lhe liga o "pézinho" que é um led verde em forma de pé que temos para esta emergência noturna. 

 

Já deitados finalmente vem por fim o tão desejado silêncio noturno! Apaga-se a luz... e a pestana quase quase a fechar e... Bzzzzz Bzzzz 

 

Cláudia - Anda aqui melga! - Acende a luz apressada.

Eu - Deixa a estar coitadinha! - Digo eu com um olho aberto e outro meio fechado.

Cláudia- Não! Que ela morde-me. - Diz indignada.

Eu - Não sejas assim, ela só se quer alimentar. - A preguiça de me levantar para perseguir a melga falava mais alto.

Cláudia - A sério amor? 

Eu - Então, tens ai tanto sangue, o que é que custa dar-lhes um bocadinho?  Depois quando ela tiver a barriguinha cheia vai dormir , como nós, e já não chateia ninguém. Elas não têm culpa de ser o alimento delas!  Além do mais não podemos matar os animaizinhos.

 

A melga é o animal mais maltratado à face da terra... leva com repelentes, com almofadas, chinelos e palmadas... e resiste! Essa é que é essa. 

Dia da família na escolinha

Maio 15, 2019

Ricardo Correia

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Hoje foi dia da família na escolinha da Beatriz.

 

Os papás foram convidados para passarem um pouco da manhã com os seus pequenotes na escola, e assim conhecer um pouca das suas brincadeiras do dia-a-dia.  

 

Então começamos por encher as nossas grandes barrigas na mesa do pequeno-almoço. Afinal de contas, de manhã é que se começa o dia, e não se pode andar de barriga vazia! Senão como teríamos forças para as brincadeiras?

 

Depois fui puxado para a mesa do chá de bonecas. Ora, o que há de melhor numa festa senão comer, e saltar de uma mesa para a outra como num casamento!

 

Sentei-me num banquinho pequenino e a Beatriz "serviu-me" o chá com bolachas, e depois perguntou, "queres mais papá?" E nem me deu tempo para engolir o chá, já estava ela a finalizar:  "Pronto já comeste tudo."

 

Ela estava em pulgas para me mostrar o resto da sala e demais brincadeiras. Por isso de seguida virei, salvo seja, cabeleireira. Pentear as bonecas, por-lhes umas coroas de rainha, empiriquitá-las de pulseiras e fios, enquanto a Beatriz dominava o pincel do blush nas bochechas plásticas da bonecada, e de vês em quando lá ia parar às bochechas dela.

 

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Claro que fomos invadidos por outras meninas que diziam ser chiques... penso que influência dos novos desenhos animados da "Fancy Nancy Clancy", que a Beatriz também costuma ver.

 

Depois fomos para a mesa dos construtores. A Beatriz surpreendeu-me com a arte de dominar as ferramentas e os parafusos. Mas, também não durou muito tempo, porque algo mais interessante chamava por ela. 

 

Como o almoço estava próximo, tivemos então que ir às compras ao "mercadinho da sala", onde há uma caixa registadora "à séria", uma balança e carrinhos de supermercado para podermos fazer as nossas compras para o almoço. Enchemos o carrinho com fruta, carne e pimentos. Hum, delicia! 

 

Fizemos puzzles, lê-mos uma história e fizemos colares da carochinha.

 

Mas o melhor estava para o fim. O que ela queria mesmo era despachar toda a brincadeira entre paredes para sair desenfreada para o pátio em direção ao escorrega. Ah! Agora sim, a brincadeira preferida dela. Aquela que a deixa mesmo com um sorriso de orelha a orelha, e um bom soltar de gargalhada. O deslizar livremente a sentir o vento a embater nos cabelos. O sol, o ar puro... e um bom escorrega; fazem-na uma criança feliz.

 

Depois foi o pior! A parte das despedidas. A beicinha e o soluço, quando chegou a hora dos papás irem embora e eles terem que permanecer na escola. Agarrou-se ao meu pescoço como uma lapa e não queria largar.

 

Disse-lhe que era só por mais um bocadinho e que o tempo passava a correr, e logo logo a mamã estava lá para ir buscar como de costume. Então ela deu-me um beijinho repenicado na minha bochecha e disse-me adeus e "até logo papá!"

Claro que o meu coração também ficou meio encolhido com a despedida, mas enfim... faz parte da vida!

 

 

 

Uma década... Parabéns Ema

Abril 10, 2019

Ricardo Correia

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A Ema completa hoje 10 anos! À uma década atrás nasceu aquela que seria a bacurinha mais tolita. Sonhadora, divertida e muito complicada. 😄 A nossa Ema é um dilema, ou como ela nos corrige de imediato e se intitula de "A Ema é um poema". 😊 Tudo lhe faz confusão e fica sempre na dúvida sobre isto ou aquilo. 

 

De resto, tudo é bom para fazer um belo teatro, para gerar uma risada estonteante e alastrar boa disposição a todos os que estão com ela. Gralha por natureza como se pode ver no desafio do silêncio. 

 

Mas se os que estão à sua volta forem estranhos, então é a vergonha que se apodera da sua alma deixando-a retraida e calada, o que é coisa raaaara!

 

A nossa Ema é de verdade o nosso "poema". É o que enche a nossa casa de vida e alegria. Eu gosto de a picar quando ela está chata e rabugenta e acabamos os dois na risada ou com a mãe a dizer "pára chato! Deixa a miúda, não a piques". 

Afinal de contas ela sai ao pai. 😏

 

Olho nos olhos da Cláudia enquanto lê este rascunho emocionada, ao mesmo tempo que suspiria... "ai amor.! Estamos velhos!" 

 

Pois é ainda ontem éramos duas crianças sem saber nada da vida e hoje... Bem, hoje continuamos sem saber nada da vida, 😆 mas sabemos que temos que agarrar no leme e deixar-nos ir ao sabor do vento e orientar os nossos bacurinhos da melhor maneira possível para que cresçam felizes e se tornem adultos felizes. 😉

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Um desaparecimento misterioso

Abril 08, 2019

Ricardo Correia

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Já há algum tempo que andávamos de volta da bacurinha caçula, para ela largar a chupeta. 

 

No infantário ela já só usava a chupeta para dormir, e em casa estávamos praticamente a usar o mesmo método, embora, ela assim que se lembrava lá vinha pedinchar "a chupeta e o ursinho?" E a gente lá se fazia de desentendidos com um "não sei... Não vi!" 

 

Ontem ela encontrou a chupeta e chamou-me para dizer que a chupeta estava estranha. Então reparei que ela já estava furada. Tinha chegado a hora! 

 

À tarde fomos dar uma volta e ela levou a chupeta e o ursinho com ela, como era hábito. Ah ah "big mistake" 😏

 

Ao descer uma escadaria de vários degraus a Beatriz e eu ficamos para trás, porque a Beatriz diz que já é crescida e quer descer sozinha as escadas, então demora uma eternidade a descer degrau a degrau. Então deu-me para eu segurar, o ursinho e a chupeta para que tivesse melhor equilíbrio. Os irmãos e a mãe mais velozes já nos aguardavam ao fundo das escadas.

 

Entretanto tive um ato irrefletido de estupidez cerebral, e eis que decidi atirar o ursinho para a mãe agarrar. A receção da mãe foi extraordinária, apesar do protesto indignado da Beatriz, ao meu ato. Isto claro, no meio de risos da restante plateia. Então não satisfeito com a primeira estupidez eis que me surge a seguinte! Atirar também a chupeta...

 

Desta vez a receção da mãe já não foi tão boa, ou o meu lançamento uma lástima. A mãe entretanto apanhou a chupeta e guardou-a no bolso, mas fez de conta que a tinha perdido. A Beatriz não viu a mãe a apanha-la e portanto fizemos ali um pouco de teatro. A chupeta tinha desaparecido no espaço. A atmosfera comeu-a. Ficou colada numa nuvem, etc etc. 

 

A bacurinha ficou tão triste que nos deu um aperto no coração. No carro foi muito calada e cabisbaixa e quando chegou a casa ainda choramingou agarrada ao meu pescoço. 

Mas depois começou a brincar e rapidamente esqueceu este infeliz episódio do pai tótó. Como ela própria costuma dizer. "Ai papá! Que tótó!" 

 

Já à noite é que se lembrou de pedir a chupeta outra vez, e a mãe disse-lhe "então! Já não te lembras que ela desapareceu?" e lá disse ela "pois foi perdeu..." Agarrou-se ao ursinho e foi dando voltas de um lado para o outro inquieta, até que acabou por adormecer. 

 

Já os irmãos também "perderam a chupeta". O Xavier deixou-a na praia. Quem sabe... Enterrada na areia. A Ema deixou-a em cima de uma árvore. Num tronco a fazer companhia a uns passarinhos. 😁 As crianças sofrem! 

Respirar de baixo de água

Abril 04, 2019

Ricardo Correia

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A Ema adora as quintas-feiras. Porque é dia de piscina. Não só porque quebra a rotina da escola e esta não se torna tão monótono.

 

Então, assim que entra no carro quando a vamos buscar à escola é habitual fazermos perguntas chatas sobre como correu o seu dia. Mas desta vez não foi preciso, porque ela vinha com uma ansiedade enorme para contar o episódio ocorrido na piscina.

 

Então começa a relatar com um enorme entusiasmo.

"Hoje na piscina engoli uma data de água!

Estava debaixo de água quando fiquei sem ar, então abri a boca para respirar."

 

Eu - o quê! 😯 Abriste a boca de baixo de água? 😆
Mãe - para respirar Ema... 😄

 

A risota no carro tomou conta de nós. Mas a narrativa não se ficou por aí.

 

Ema - Sim. Estava debaixo de água sem ar, tas a ver? E então abri a boca. 😁 Era para respirar! Foi quando a água me começou a entrar pela boca. E aí bebi muita água. Muita mesmo, tão a ver... Depois vim ao de cima e comecei a tossir a tossir a tossir!

 

E o raio do professor ainda disse: "boa Ema" 😡

😆😂🤣

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