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-Blog familiar é só entrar com boa disposição- 😉

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Umas velas de aniversário bem lavadinhas

Novembro 22, 2019

Ricardo Correia

Ontem, 21 de Novembro foi o aniversário do Xavier. O nosso pré-adulto completou os 17 anos. 

 

Como ele não é rapaz para grandes alaridos, fez-se um jantar pequeno em família, como de costume. Seguido das sobremesas e o respetivo bolo de anos, com o cantar dos parabéns e a entrega das prendas e, todo aquele ritual alusivo aos aniversários. 🎂

 

Também não convém que ele se estique muito no pedinchar das prendas, até porque o Natal está mesmo aí a chegar. É uma desvantagem daqueles que fazem anos perto do Natal, os pais dizem sempre "não peças muita coisa que logo logo é Natal".  Logo Logo estão a ver? Temos pena! Ninguém o mandou nascer antes do tempo! Porque ainda faltavam umas semanas para ele saltar cá para fora. Mas o bacurinho estava com pressa! É que assim, tinha mesmo nascido bem pertinho do Natal, e aí é que não levava mesmo prendas nenhumas. 😂 Só no Natal! Brincadeirinha, claro que não.

 

Terminada a festa toca de levantar a mesa e arrumar a bagunça. Eu atribuo a mim mesmo a tarefa árdua de arrumar a louça na máquina. Gosto de a pôr à minha maneira. Sabem quando parece que temos um manual na nossa cabeça e o seguimos à risca? Os copos ali, os pratos assim, os talheres assado. Ah, os talheres... Esses não se podem arrumar à toa, não não! Eu dou-me ao trabalho (qual maníaco-o-depressivo) de colocar os garfos todos juntos, as facas todas juntas, as colheres todas juntas, as colheres de café naquele quadrado do meio do cesto todas juntas, e por aí adiante. Já perceberem a cena triste, não já? Pois é... como eu costumo dizer... nasci assim, não tenho culpa! Ou como dizía uma amiga em tempos para mim... "Quando o juízinho vier, já não o apanha cá!" 😄 

 

Ontem segui como sempre o manual à risca. A máquina estava ali toda arrumadinha e pronta a pôr a lavar, quando observo em cima da banca as velas do bolo de aniversário do Xavier, todas besuntadas de massa e chocolate nos pés. Eis que me ocorre uma ideia deveras brilhante!

 

Mas porque raio hei-de eu estar a gastar água a lavar as velas à mão, se tenho aqui a máquina prontinha a lavar? Pensei eu para com os meus amigos botões, grandes conselheiros da idiotice. E assim fiz. Agarrei nas ditas cujas e coloquei-as no compartimento dos talheres do café. Ora ai está ela, agora sim completa e prontinha a lavar. E lá vai disto segue a marcha.

 

Passado um tempo a máquina pára, ao fim de realizar a sua grandiosa tarefa de nos poupar tempo e trabalho. Só acho que ela falha naquela parte final... é  que já agora podia arrumar a louça nos armários também! Mas enfim, não se pode ter tudo. Arrumo eu então toda a louça, também esta com uma ciência exata no sitio certo, e sigo para a parte dos talheres. É que nesta fase de atirar com os talheres para a gaveta nos diversos compartimentos, como ela no cesto da máquina já está dividida é só agarrar no monte e atirar para dentro da gaveta. Simples, rápido e eficaz! 😁

 

Mas nisto eis que me lembro? As velas! Onde raio foram parar as velas? Simplesmente desapareceram! 😮

Será que a máquina tem uma porta do cavalo e elas piraram-se para outro bolo? Pensei eu. Fui à maquina novamente e vejo se elas não terão caido para baixo do cesto. Ou perdidas pela máquina, ou enfiadas no filtro. Mas nada! Nem sinal algum das velas. Será que tenho que chamar a policia para participar um desaparecimento! 🤔 Não posso porque temos que esperar 48h até eles poderem ir procurá-las em parte incerta. 🙄

 

Não acredito nisto! Tenho que me armar em detetive e resolver este mistério! 😎 Vou novamente ao cesto dos talheres e observo bem o sítio onde tinha colocado as velas para lavar. Viro e reviro o cesto de cabeça para baixo e eis que... 🤗 tcharam... Encontrei... o pavio. 😱 Lá estavam os dois fiozinhos das velas enrolados ao cesto dos talheres, tristes, sós e nús. 😟 Despidos da sua veste branca como a neve, deprimidos como uma noiva sem o seu vestido de princesa! A cera da vela derreteu cano abaixo, abandonando o pavio à sua sorte. Oh! Triste sina a de um pavio. 

 

Portanto caros amigos, acreditem em mim quando vos digo por experiência própria. Quando quiserem que as velas dos bolos de aniversário fiquem bem lavadinhas, transparentes diria mesmo, quase cristalinas... é porem-nas na máquina de lavar louça. 😉

 

 

Uma escapadinha até ao "Jasmim Doce" Cascais

Novembro 04, 2019

Ricardo Correia

A Ema no outro dia apareceu em casa com um bloco daquelas rifas impingidas aos miúdos na escola, para angariação de fundos para as festas de final de ano e outras coisas que tais, para vender.  Pelo menos lá em casa sempre foi assim, acabamos sempre por ficar com o bloco, porque não temos paciência para andar a vender aquilo, verdade seja dita!

 

Fiquei logo danado da vida e a barafostar cobras e lagartos da má sorte que sempre tive ao jogo, e por ter que ir gastar dinheiro com aquilo. Não me apetecia nada ficar com as rifas, mas a Cláudia disse logo à Ema que lhe dava o dinheiro para levar á professora.

Claro que pela boca morre o peixe, assim diz o ditado. Foi precisamente numa dessas rifas que lhe saiu o segundo prémio, nada mais nada menos, que um pack da "lifecooler". Uma escapadinha de 3 dias. Que sorte! 

 

Cláudia - Agora vou sozinha! 😛 Não querias comprar as rifas, agora ficas em casa! 😊

Claro que protestei logo. Isso é que era bonito, agora ir sozinha! Está bem está! Leva-me atrelado e é se quer. 

Parece que foi um sinal divino, ter-mos ganho este prémio, até porque já andávamos a planear uma escapadinha a dois à imenso tempo e acabávamos sempre por adiar. Já não nos lembrávamos da última vez que tínhamos ficado sem os bacurinhos.

 

Mas desta vez é que foi. Será que isso nos torna maus pais? Vamos ficar com um sentimento de culpa e remorsos por eles ficarem com os avós? Claro que aturar os avós não é fácil, por outro lado, os avós aturarem os netos também não! Bom, aturem-se uns aos outros e não bufem! 😄 Até porque foram os astros que decidiram por nós. 😇

 

Como a lojística de levar a tralha toda dos bacurinhos para casa dos avós era loucura, era como levar o buda a Marte, achamos por bem fazer ao contrário. Assim, também aos avós saiu a sorte grande e foram eles a passar o fim-de-semana lá a casa. Assim os putos tinham as tralhas deles à mão não embirravam. Livrá-mos os avozinhos de terem um esgotamento nervoso e de uma outra nova estadia desta vez no sanatório.

 

"Jasmim Doce" Cascais

Fizemos a reserva diretamente com os proprietários, através de email. Foi cómodo, fácil e rápido.transferir.jpg

Quando lá chegamos ficámos encantados com a casa. Toda ela de traça antiga. Fizeram questão de preservar o estilo rústico, o que a nós nos agradou bastante. Fomos bem recebidos, com simpatia e sem cerimónias. Foi-nos mostrada a casa, em estilo de palacete com a sala comum a todos os residentes e a cozinha, que por acaso não utilizamos. Também, com Cascais e Lisboa ali a dois passos e com tanta variedade de restauração, não achamos necessidade de cozinhar ali.

 

A sala é uma autentica viagem ao passado. A decoração é como uma visita a um museu. A lareira em tijolo rústico salta à vista e preenche todo o

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espaço, em conjunto com um mobiliário trabalhado também ele em traça antiga, tornando o ambiente quente e calmo. O tecto todo ele desenhado em relevos de gesso.

 

Os quartos são simples. Embora o chão seja em mosaico castanho escuro e as paredes com um rebordo em azulejo azul, não se torna frio. Os tetos são trabalhados ao centro e em toda a volta uma sanca que esconde a iluminação. Uma iluminação viva que preenche todo o quarto. A varanda que envolve o quarto tem acesso por duas sacadas de batente e vidro duplo, e é um convite a um digestivo tardio antes do recolher, com uma vista sobre o jardim e a piscina que nos transmite tranquilidade e paz. Gostaria que as varandas fossem melhor aproveitadas com uma mesinha de apoio e uma mobilia mais requintada, pois a mobilia da varanda é um pouco pobre, e não faz juz ao resto da casa. A cama é somente uma estrutura de casal, mas peca no colchão. São dois colchões singulares unidos que para aqueles casais que gostam de dormir juntinhos em conchinha não se conseguem encontrar, pois torna-se desconfortável na junção dos dois colchões. Fora isso o colchão é macio e confortável. O wc privado é uma mais valia de privacidade. Moderno com cabine de duche com hidromassagens. 

 

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A zona envolvente é um recanto de paz e tranquilidade. O jardim estava um pouco tristonho e desgrenhado ou não fosse Outono no seu melhor. Quem sabe se no Verão não nos espera uma nova escapadinha. 😉

A Beatriz soma mais um aninho.

Outubro 13, 2019

Ricardo Correia

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A Beatriz faz hoje quatro anos. Há precisamente quatro anos veio esta bacurinha preencher ainda mais os nossos dias, afinal de contas só com dois bacurinhos os dias eram muito monótonos 😁! Assim, deixámos de ser doidos para ficarmos completamente loucos! Parece que de repente passou um furacão cá em casa e deixou este bebé cheio de energia, e com uma vontade de aprender e querer fazer tudo sozinha. Parece que os quatro anos para ela não chega quer mostrar que já é grande, e ralha connosco quando a chamamos de bebé.

A Beatriz é uma criança super bem disposta, os dias passados com ela são sempre uma alegria. Apesar de algumas birras normais na idade. Estas no fundo salientam um pouco da sua personalidade, como uma criança de ideias fixas e que sabe bem o que quer.

Aos poucos vai-nos mostrando o ser maravilhoso que se está a moldar. E a sorte que temos em poder orienta-la nos passos difíceis que a vida teima em nos proporcionar.

Como pais esperamos estar sempre presentes na sua vida, e a fazer da melhor forma possível, que seja acima de tudo,
uma criança feliz.

A Beatriz pediu como prenda de anos uma LOL surprise.
Só há bem pouco tempo é que conheci essa personagem mítica através do seu universo, chamado YouTube. Onde ela viu com os olhos vidrados de entusiasmo outras crianças a desembrulhar aquela bola, que só por si já é apelativa nos seus tons rosa, e onde elas falam maravilhas da boneca.

Claro que fizemos a vontade à bacurinha, mas digamos que não vale o investimento. Não entendo o preço exagerado por uma mini-boneca, que traz cabelo real para ser penteada. E uns quantos acessórios que só são visíveis ao microscópio.

O raiar de felicidade dela ao ver aquela embalagem. Acho que ficou contente só de ver a bola. O conteúdo era o menos importante! De qualquer forma abriu a bola com um sorriso de orelha a orelha, e explorou a boneca dos pés a cabeça como já tinha visto outras crianças a fazer.

Rapidamente perdeu o interesse na boneca e metade dos acessórios desapareceram misteriosamente! Também não é difícil, de tão pequenos que são. Será que deva pensar que os produtores de tal brinquedo fazem de propósito para os pais passarem a vida a comprar bolas, bonecas e acessórios?

Mas o que realmente importa foi a felicidade de vê-la a receber a tal LOL.
Para os pais é que não tem graça nenhuma o dinheiro que damos por tal brinquedo.

Parabéns Beatriz.

Fomos ao Dino Parque. E então?!

Setembro 09, 2019

Ricardo Correia

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Chegamos cedo. O sol ainda se espreguiçava meio ensonado por de trás das nuvens, na esperança de que a brisa que se fazia sentir, fosse suficientemente forte para as empurrar para longe. 

 

Apesar de sermos os terceiros da fila, ainda aguardamos uns bons minutos até conseguirmos adquirir os bilhetes. 

 

À nossa frente estava um casal espanhol. E a adivinhar pelo tempo que demoraram na bilheteira, penso que eles estavam a tentar fazer check-in para um hotel! A muito custo a funcionária lá lhes conseguiu explicar, que a única forma de dormirem ali, era acampados numa tenda por baixo de um Tyrannosaurus Rex. Penso que, terão de algum modo ficado entusiasmados com a ideia, pois lá acabaram por entrar na esperança de irem viver uma grande aventura à moda do Parque Jurássico. 

 

Acho que no fundo, até eu ia na esperança de embarcar numa dessas aventuras, em que os pelos eriçam e a malta se borra toda de medo... 

 

Entramos então na história em si. Somos devorados pelo conhecimento dos dinossauros existentes na Lourinhã à milhões de anos atrás. Podemos ver algumas ossadas reais e algumas delas em tamanho real, ao qual não posso deixar de confessar, que achei divinal. Estas réplicas sim, enchem-me a vista. Até porque nos mostram algo pálpavel e podemos sempre aprender algo com esta visita.

 

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Depois de se passar a porta do verdadeiro museu, e entrar no mundo do jardim com os dinossauros plantados, a essência da história vai-se desvanecendo. Fica apenas as réplicas em tamanho real e os nomes dos bichos que são complicados de dizer para caraças. 

 

E por mais que a gente tente, e faça de tudo e mais alguma coisa para manter as crianças motivadas, a verdade, é que isso se vai tornando uma missão impossível. O ponto de saturação atinge rápidamente o auge, se não formos aficionados pelas personagens principais, e nem os sons, repetitivos dos pré-históricos que vamos ouvindo ao longo do percurso nos vão mantendo despertos. 

 

A Beatriz, a certa altura já dizia que estava muito cansada e foi a maior parte do tempo ao meu colo. E se ela pesa... Gente como ela pesa! A Ema a cada metro que andávamos perguntava quando é que aquilo acabava e onde era a saída, porque também já estava cansada, e ainda nem a meio do percurso íamos.

 

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Eu confesso que esperei sempre até à última, para ver quando o chão iria começar a tremer, e do nada surgisse um dinossauro a correr faminto e medonho a rugir, em nossa direção. Eu imaginava as nossas caras de pânico enquanto largávamos numa correria desenfreada para bem longe dali. Assim mesmo à moda de Hollywood. Na minha cabeça já tinha a cena toda protagonizada.

Bem! Mas não se pode ter tudo, não é verdade? Portanto, esta aventura ficou-se somente por um belo passeio no parque ao ar livre, a desfrutar do que melhor a natureza tem para nos oferecer. Num ambiente de grande tranquilidade. 

 

E por volta da hora de almoço chegámos finalmente ao fim. Ainda passámos pelo pavilhão das atividade onde os miúdos ganharam um mini dinossauro cada um. A zona da restauração estava abarrotar de gente, para variar.

Afinal de contas o bom povo português gosta é de comes e bebes. Até a feira do Livro já tem tasquinhas de comes e bebes... porque a cultura dá cá uma fome!

 

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A meu ver, este parque tem pouca interatividade e motivação para as crianças. E também o preço elevado dos bilhetes não se justificam pelo que o parque tem para oferecer. Para passear ao ar livre ou fazer um piquenique numa das mesas existentes ao longo do percurso, podemos bem ir a qualquer outro parque e não pagamos a estadia.

 

O Dino Parque é uma espécie de jardim Botânico, mas ao invés de ter árvores de todo o mundo e de várias espécies, tem estátuas em plástico dos vários tipos diferentes de dinossauros do tamanho do mundo. A malta ainda se arrisca a sair dali, e a ter que usar um colar cervical por tentar olhar para a cara dos bichos do tamanho de um arranha céus.

 

Confesso que não sou um dino-aficionado. Nem fanático pelo Jurássico Parque. 

De qualquer forma tinha-mos sempre um plano B e por isso o nosso roteiro também incluía uma ida a outro lado.

Afinal conhecendo os bacurinhos como nós, sabíamos que ao fim de 2h30m mais coisa menos coisa estávamos despachados dali. E pelo que já tínhamos andado a sondar nas entranhas da Internet, apercebe-mo-nos que o parque não tinha assim grande coisa para se ver.

Por isso a minha dica para quem vai ao DinoParque é... que tenham sempre um plano B. 

 

Tenho de ir à minha vida

Setembro 03, 2019

Ricardo Correia

Regresso à escola.jpg

Hoje começou oficialmente a nova época. Não, não estou a falar da bola! Mas sim do trauma do inicio da nova época escolar.

Principalmente para os mais pequeninos, como é o caso da Beatriz. 

Aquela que deixa os putos numa pilha de nervos e os pais a arrancar cabelos e a ganir à boca cheia.

Em parte, porque sofremos por antecipação por ir depositá-los naquele armazém, repleto de putos de vários feitios e birras para todos os gostos. Onde muitas vezes os vemos embrulhados uns nos outros, uns a rir e outros a chorar baba e ranho, e algumas auxiliares na maior descontração a  assistir ao "wrestling" e a acharem um piadão ao invés de os separarem. Porque enquanto um não partir a cabeça, ou deslocar algum membro do corpo, está tudo bem! Afinal de contas os miúdos são fortes!

E como tal, achamos, que ao chegar à porta do infantário vem aquele berreiro infernal, capaz de nos perfurar os tímpanos, como quando passa por nós um veículo de emergência com a sirene a berrar aos ouvidos!

Era uma daquelas profissões, educador de infância, que eu abraçava com todo o amor e carinho, se já me tivesse sido diagnosticado demência mental! Uma coisa é brincar com os nossos filhos e saber dar-lhes a volta em certas birras, outra, é aturar os putos todos do bairro!

É por isso que as festas de aniversário são só uma vez por ano! Para não deixarem os pais do aniversariante completamente alucinados e em estado vegetativo.

Observo então, a mãe com olhar distante e perdido no horizonte a magicar um daqueles planos diabólicos, na esperança de evitar a choradeira de pré-época. A sua mente brilhante soube puxar pelo lado mais pindérico da bacurinha. Fomos então às compras de uma roupa nova que lhe enchesse as medidas, sim que a Beatriz não veste qualquer coisa! Ah pois não! 

O pai sim, esse tenta lhe enfiar qualquer coisa pela cabeça à baixo, mas depois leva logo com o mau feitio dela, a dizer que "essa roupa é feia e não combina" Pffff, não combina! "What a hell"!!!! A pirralha já opina... 

Então hoje de manhã o acordar e o preparar para a escola foi deveras tranquilo! 🙏 Vestiu a roupa nova e uma mochila nova com as suas traquitanas lá dentro, e lá foi ela toda vaidosa. Até me estava a custar acreditar. Hum, não podia ser verdade. Ainda estou à espera da choradeira!

Vá-lá Bia, estás a falhar filha! Manda lá a choradeira, vá. O pai aguenta. - Dizia eu para mim próprio na esperança de ouvir um soluçar, mas nada. Nada de nada! Será que a bacurinha cresceu?

Seguimos então no nosso móbil até à porta da escola, onde estacionei o veículo. Olhei sobre o ombro, para a observar no banco de trás com uma carinha triste, e ainda com aquele feeling de ver as lágrimas a rolar cara abaixo. É agora! - pensei eu maléfico.

Eu - Já chegamos à escolinha. Estás pronta Bia?

Beatriz - Olha pai - pausa - vou ficar triste.

Eu - Então porquê filha? Vais ver os teus amiguinhos todos e brincar muito com eles... porque vais ficar triste?

Beatriz - Porque vou ter saudades da mamã e do papá.

Eu inchado de orgulho - É normal filhota. O papá e a mamã também vão ter saudades tuas quando estiverem no trabalho.  Mas depois logo ao final do dia vimos te buscar e as saudades passam.

Beatriz mudando completamente a expressão - Pois é papá! Mas agora, tenho de ir à minha vida! Por isso põe-me a mochila às costas.

Fiquei boquiaberto com esta. Foi como se tivesse levado com um peixe espada bem assente na tromba. Abri-lhe a porta e ajudei-a a por a mochila, ainda em transe ou estado de choque completamente estupidificado com a expressão "tenho de ir à minha vida!!!!!". E não ficou por aqui.

Beatriz - Ah pai,  eu vou à frente! - disse autoritária mandando-me um "chega para lá".

Já não sabia se era eu que a estava a levar à escola, ou se ela me estava a usar como serviço de táxi. 

Chegamos ao pequeno hall onde as educadoras recebem os pais, e já havia uma azáfama tremenda com outros pais a fazerem as suas entregas. A Beatriz acanhou-se à entrada. Ficou encolhida e meio tímida sem saber o que fazer. Se avançava ou se corria dali para fora. Era agora! Era agora que ia começar a choradeira... 

Eu - Vai lá Bia. - Dei-lhe um toque leve nas costas para a incentivar a avançar. - Vai lá à tua vida, rapariga. 

Ela esboçou um sorriso, deu-me um beijinho e desapareceu a correr para dentro da escola, como se fosse a segunda casa dela.

Sem um pingo de fluído lacrimal!

 

 

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