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-Blog familiar é só entrar com boa disposição- 😉

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A Ema faz o desafio do silêncio

Fevereiro 13, 2019

Ricardo Correia

A Ema é daquelas crianças tagarelas. É um martírio para ela se calar e quando o sono ataca então é por demais.

Fala, fala, fala... chega mesmo a ser desgastante.

Numa dessas situações a mãe já saturada de a ouvir, disse aquela frase habitual, que toda a gente a certa altura da vida também já ouviu.

"Ó rapariga, cala-te um segundo!"

Esta foi a resposta da Ema! 

As queixinhas da Beatriz no infantário.

Fevereiro 12, 2019

Ricardo Correia

Hoje fui com a Cláudia buscar a minha bacurinha mais nova, a Beatriz, ao infantário. Disse-lhe um adeus ao de longe com o meu habitual sorriso rasgado, quando a avistei a sair da casinha que fica por baixo do escorrega. Como está bom tempo e sol, faz bem à pequenada andar a brincar na rua ao ar livre, acho bem, até para eles respirarem ar puro. Nem é saudável estarem sempre enclausurados dentro de uma sala.

 

Quando me viu largou numa corrida em direcção ao cabide, que fica dentro da sala, para ir buscar as suas coisas. Apesar da idade a miúda já quer ser autónoma e nesse aspecto, ela até se desenrasca bem e não precisa que a auxiliar vá com ela. Então lá apareceu depois novamente no pátio, já com a mochila e o casaco na mão que depois estendeu à auxiliar para lho vestir. O que estranhei nisto tudo, foi o facto da Beatriz não ter correspondido com o sorriso habitual quando me vê a mim e à mãe! Depois de pronta, vem em passo arrastado junto com a auxiliar para o portão, ter comigo e pediu colo. Hum! Coisa que não é normal também, visto que ela desata a correr dali para fora, como se soltassem o preso, em direcção ao carro.

 

E foi aí, no meu colo que vieram as queixinhas. Aninhou-se ao meu pescoço, com uma beiça de metro e meio, e começou a lamuria em tom de sussurro.

 

Eu - Que foi linda?
Beatriz - Foi o "Gabriel"... - soluçou - Não me deixou brincar com a "Maria" ... e gritou comigo! A dizer... que não podia brincar com eles...

 

Naquele momento fiquei com o coração do tamanho de um berlinde.
A auxiliar desvalorizou a situação, como é normal e até entendo, mas não meu íntimo...ah que gana...

 

Auxiliar - São coisas de miúdos não podemos dar muita importância. É a brincar. - disse a sorrir.

 

Eu correspondi com um sorriso meio forçado. Mas na verdade no meu cérebro passou aquela célebre imagem, em que me vejo com o dedo indicador espetado no nariz do petiz, com ele sentado numa cadeira numa cave escura e húmida, só com uma lâmpada fosca a baloiçar por cima da cabeça.

 

"Então diz-me lá rapaz. Porque é que não deixas a minha filha brincar com a Maria, hum?! " - lá estou eu vestido de calças de fato e camisa branca bem engomada e de mangas arregaçadas ao estilo de "Al Capone"
"Achas-te bom de mais para brincar com a minha bacurinha é?"

 

Do mesmo modo em que tenho a certeza que esta cena se irá repetir, quando um engraçadinho qualquer, me vier bater à porta a dizer que é o namorado dela.

 

É que vai direitinho até à cave escura como breu, sem passar pela casa partida, sentado na mesma cadeira com a mesma lâmpada fosca a baloiçar sobre a cabeça. "Então rapaz - digo eu com uma voz rouca - quais são as tuas intenções para com a minha bacurinha, hum?"

Entretanto desço à terra, com a Cláudia a anuir com a auxiliar.

 

Cláudia - sim são crianças. Já se sabe como é. Isto é miminho de pai! Mais nada. 😊

Eu - Ah pois, pois - "say what?" 😣 Ok eu entendo que são crianças, mas é a minha criança e não devia passar por coisas assim. Ainda é pequenina, ora bolas.🤨

 

Entretanto já no carro a Beatriz continua a desabafar a história. E a mãe conhecendo bem a peça, faz uma questão que nunca me iria passar pela cabeça naquele estado de ira, até porque os nossos filhos são sempre uns anjinhos papudos.😇

 

Cláudia - olha bebé, diz lá à mamã, e tu o que é que fizeste ao menino para ele gritar contigo? 😊

Beatriz com o dedo na boca e aquela expressão de santinha, que os miúdos sabem fazer ao estilo olhinhos de gato com rum-rum. - Nada... Mamã. Não fiz nada. 

 

Cláudia - vês pai galinha... - Sorri para mim - não podemos valorizar estas coisas. É normal, são crianças.
Eu - Sim, sim. Mas eu não disse nada!!! 🙄
Cláudia - Pois não precisas. Eu já te conheço de ginjeira e essa carinha, de quem quer esganar o miúdo não engana ninguém. 😄

Bebé na barriga

Fevereiro 07, 2019

Ricardo Correia

A Beatriz tem agora três anos e anda no infantário. E qual é a novidade?

A novidade disto é que a educadora dela está grávida, e já se nota bem a barriga. 

 

Andava ela toda entretida a brincar no quarto com os "Nenucos" quando decidiu ir ter connosco à sala. Trazia ela um "Nenuco" bebé nos braços e uma barriga enorme. Tinha levantado a camisola e colocado por baixo uma almofada pequenina daquelas de brincar.

 

Mãe - Que trazes aí  na barriga filha?

Beatriz - É bebé. Tenho bebé na barriga, mamã.

Mãe - Ai sim! 🙂 É como a tua educadora não é?

Beatriz - Vês... aqui - dá uma palmadita na barriga - bebé...

Mãe - A tua educadora vai ter um bebé?

Beatriz - Não! Vai ter um Miguel.

Mãe - Ah! É assim que se vai chamar o bebé? Miguel?

Beatriz - Sim vai ter um Miguel. E tu mamã também tens bebé na barriga?

Mãe - Não filha! 😃 Mas já tive. Tu saíste da minha barriga.

Beatriz - Eu! Mamã tola. Eu sou gande... 😏

Mãe - Sim, agora és grande. Mas tu e os manos saíram todos da minha barriga. Já todos foram bebés. Agora estão crescidos. O Xavier a Ema e a Beatriz...

Beatriz - O mano é tão gande não cabe na tua baguiga! 😯

Mãe - Anda cá ver. - puxa do telémóvel e mostra fotografias dos manos e da Beatriz de quando eram bebés. - Vês! Como já todos vocês foram bebés.

 

A Beatriz começa a ver as fotos e a lançar risadas ao ver os manos bebés. Para ela é super divertido e não se cansa de ver. Pede à mãe para ver mais e mais. O entusiasmo acaba quando chega as fotografias dela própria, que diz sempre que não é ela, mas sim a mana.

E assim findo o "slideshow" lá vai ela de volta à sua brincadeira. Desta vez, deixa cair por terra a almofada que trazia na barriga, e pede-me ajuda para levantar a camisola e por lá de baixo o "Nenuco". 

 

Eu - Ainda és muito pequenina para ter bebé na barriga filha! 

Beatriz - papá... põe! - reivindica ela, não querendo saber da minha observação.

Eu - É muito grande filha e a tua barriga é pequenina. Fica de fora.

Beatriz - Deixa assim. Deixa. 

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Então lá vai ela toda contente continuando a sua brincadeira de mamã, desta vez com o "Nenuco" enfiado de baixo da camisola e com as pernas de fora.

Eu - Pronto vai lá então... parece que o rapaz já quer nascer. Já se veem as pernas cá fora. 😄

 

O clássico, os árbitros e o var!

Janeiro 26, 2019

Ricardo Correia

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Não percebo hoje em dia, antes de mais nada, esta falta de respeito para com o ser humano.
Toda a vida ouvi dizer que "errar é humano". Parece que os tempos mudaram, e hoje em dia já não é assim!

 

Os árbitros de futebol durante todo a vida foram alvo de insultos, ameaças e acima de tudo de uma vergonhosa falta de respeito. Todos os dias são postos à prova e levam sempre para casa um atestado de incompetência.

 

Alguém decidiu tirar-lhes o poder de decisão plena e inventar esta moda do var (vídeo-árbitro). Não bastou serem humilhados por todo o lado com a entrada desta nova tecnologia, ainda são apedrejados em praça pública, se o usam senão o usam ou mesmo se o usam de mais. Vá lá entendam-se. Afinal o que é que querem?

 

Mais uma vez se assistiu a um vendaval de críticas de meninos mimados que não sabem perder e criticaram a torto e a direito, sem pensar um bocadinho que fosse no ser humano, na pessoa, no profissional que ali estava a tentar fazer o seu trabalho e o seu melhor.

 

Hoje vamos assistir a um clássico em que mais uma vez, uma cabecinha pensadora, se lembrou de pôr em prática não um, mas dois var! Espantoso!

 

Eu atrevo-me a ir mais longe e aconcelho 22 var + 3 var. Acho que é o ideal. Um para cada jogador e um para cada árbitro. Fazia muito mais sentido, não?

 

Ainda dou outra sugestão. Acabem de vez com os árbitros e metam Lolas (drones robôs) a planar pelo campo apitar o jogo. Era deveras hilariante ver os palermas dos jogadores e dos dirigentes a contestarem as decisões erróneas de uma máquina. Pensem lá nisso bem.

Está aberta a época balnear.

Janeiro 23, 2019

Ricardo Correia

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Estava a ver que nunca mais vinha chuva! Felizmente com a chegada da chuva vem a abertura oficial da época balnear.

 

É caso para dizer que a malta já pode tomar banho outra vez. Afinal de contas ao preço a que estão as rendas das casas, não dá para tudo. Ou bem que se paga a renda ou se paga a água! As duas é que não dá...

 

Também as concessionários já podem contratar os nadadores-salvadores uma vez que com a chegada da chuva vem também aquelas ventanias e pequenas tempestades. Deste modo os nadadores-salvadores são bastante importantes para mandar chegar para trás aqueles bares e cafés da praia, que teimosamente insistem em estar estacionados no areal. E o mais curioso é que cada vez há mais chapéus de palha vazios e barracas ao abandono para alugar, que nascem na praia como erva daninha. E eu a pensar que a praia era do povo! Afinal não.

 

É não só. O desgraçado do nadador-salvador tem uma árdua tarefa, que consiste em mandar sair aqueles chicos espertos que decidem ir ver as ondas, precisamente naquele dia em que assim que se põe o pé fora do carro, levamos com um quilo de areia na tromba e andamos de rojo a tentar chegar ao paredão arrastados pelo vento. Só porque é giro ver ondas grandes!

 

Rapidamente também as cidades viram campos... e zona rural. Com lindos rios a nascerem alegremente onde dantes havia avenidas. Tomam conta das nossas estradas e rotundas. E em certas zonas, vê-se lindos lagos e charcos, onde teimosamente o ser humano insestia em deixar buracos no alcatrão.

 

Nesta altura toda a gente se apressa a vestir as gabardinas, e a trazer consigo o guarda-chuva. Este somente para quem não deseja lavar o cabelo, porque de resto, ninguém está isento de levar um banho projetado a jato lançado por um veículo mais apressado em que o condutor se julga a conduzir um "hovercraft".

 

As estradas, essas, ficam reluzentes cobertas de belos lençóis de seda de água. E algumas deixam um rasto de lama à passagem dos tratores e camiões. Enfim! Uma maravilha da natureza.

 

As poças de água passam a ser a animação mais entusiasmante da época, para a criançada que sente que tem que cumprir uma missão importante. Perde o jogo aquele que não saltitar em cada uma delas e espilrrar tudo e todos à sua volta, enquanto lançam aquelas gargalhadas divertidas. Quais pinipons ou playmobis? Enquanto houver poças, à vida.

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